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O início de tudo

A ABO Nacional, sob a identificação de Federação Odontológica Brasileira (FOB) foi provavelmente fundada por volta de 1917. A referência que permite apontar essa data foi a criação no Chile, nesse mesmo ano, da Federação Odontológica Latino-americana (Fola). A indicação do brasileiro Augusto Coelho e Souza, para ocupar a vice-presidência da entidade latino-americana, parece ter incentivado os profissionais daqui a trilhar os caminhos associativos, fundando algo equivalente e já com abrangência nacional.

A Federação Odontológica Brasileira (FOB) levou à frente um trabalho que, a julgar pelos congressos promovidos com certa regularidade, já estava calcado no que é hoje uma das pedras angulares da missão da ABO atual. A capacitação e evolução profissional, tudo leva a crer, foi também naquela época uma missão encarada com muita seriedade.

Evidenciava-se ainda uma forte vocação para influenciar os destinos da profissão. Nesse sentido, merece destaque o período compreendido entre o final da década de 30 e início de 40, quando a FOB foi presidida por Pedro Paulo Penido, figura de peso na história da Odontologia brasileira . Sob sua direção, a entidade parece ter experimentado um dos momentos mais dinâmicos de sua trajetória ainda não de todo documentada. Catedrático em Odonto­pediatria, Penido, entre outras iniciativas, participou da fundação do Centro de Estudos Odontológicos de Minas Gerais, atual ABO/MG. Na década de 60, é atribuída a ele uma exposição de motivos que levou o então presidente da República, Juscelino Kubitschek, a criar o Conselho Federal de Odontologia e suas Regionais.

E foi, segundo relatos, durante uma reunião deliberativa realizada no 4º Congresso Brasileiro de Odontologia, organizado por volta de 1947, em Pernambuco, que veio a decisão de adotar o nome União Odontológica Brasileira. A razão da mudança estaria relacionada com a necessidade de se diferenciar a natureza do trabalho associativo da atividade mais especificamente sindical exercida pela Federação Nacional de Odontologia (FNO). A mudança oficial só deve ter ocorrido dois anos depois, em 1949, data aceita como ponto de partida da União Odontológica Brasileira.

De 1949 a 1962, ano apontado como referência mais exata para a adoção da atual identidade, há novo intervalo de informações que impede traçar uma trajetória. O que se tem conhecimento é que a mudança de nome aconteceu no decorrer da 2ª Semana Internacional de Endodontia Mário Badan, realizada em Poços de Caldas, com apoio da Associação Mineira de Odontologia. Também em meio à reunião do Conselho Deliberativo resolveu-se adotar o nome Associação Brasileira de Odontologia (ABO). Paulo Amaral, então presidente da Associação Mineira de Odontologia, lançou a proposta e defendeu a designação do termo "associação" como algo mais representativo e forte do que "união".

A identidade, na verdade, foi gentilmente cedida pela ABO/RJ que já a utilizava desde 1943. A seção carioca, portanto, foi a única que não precisou mudar de nome e, ao mesmo tempo, a primeira a automaticamente se enquadrar na sistemática de padronização.

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(parte 1)
500 anos de Odontologia no Brasil (parte 2)
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Na São Paulo de 1850 (parte 7)


* A matéria História da ABO Nacional foi publicada originalmente em sua íntegra na Revista ABO Nacional edição outubro/novembro de 1998, e assinada pelos jornalistas Bia Ferreira e Cacá Sil Garcia.

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