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A Odontologia absorve os princípios de mínima intervenção e usa tecnologia de ponta para tratar de um problema antigo: a lesão de cárie. Com o objetivo de preservar ao máximo os tecidos dos dentes afetados, o cirurgião-dentista lança mão de recursos como substâncias cariostáticas e jatos de óxido de alumínio, entre outras técnicas, para estancar e reverter lesões ativas e tratar suas seqüelas.
Todos esses recursos recentes utilizados na guerra contra os efeitos deletérios da streptocccus mutans no esmalte e dentina são tema de uma reportagem especial publicada pela Revista ABO Nacional que começou na edição 75 (dezembro de 2005/janeiro de 2006) com as últimas novidades em diagnóstico da doença. |
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A presente edição (nº. 76, fevereiro/março de 2006) traz entrevistas com especialistas em diversas técnicas, como o diretor da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, Carlos de Paula Eduardo. O docente é um dos pioneiros do uso do laser de Odontologia no País, equipamento cada vez mais presente nos consultórios dentários.
Outro destaque entre os profissionais entrevistados é Giselle Rodrigues Sant´Anna, professora de Farmacologia e Odontopediatria da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul). A docente é uma das primeiras cirurgiãs-dentistas do mundo a aplicar a terapia fotodinâmica (TFD) no tratamento de lesões de cárie em seres humanos e já recebeu convite para dar continuidade a suas pesquisas na Inglaterra.
A TFD usa luz para induzir reações bioquímicas em células com ajuda de agentes fotossensibilizantes. A técnica ainda encontra-se em desenvolvimento, mas já é utilizada para destruir tecido ou microorganismo indesejado.
Mesmo técnicas conhecidas há cerca de vinte anos, como o tratamento restaurador atraumático (ART, em inglês), ainda cheira à novidade no Brasil. Recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para tratamento de cáries em zonas rurais ou ações de saúde coletiva, as restaurações feitas com a técnica em lesões oclusais pequenas apresentam longevidade comparável às de amálgama. No entanto, ainda paira contra o ART um preconceito difícil de ser banido. A doutora em Odontopediatria, Daniela Prócida Raggio, e outros especialistas mostram os prós e contras sobre o método.
Nos próximos números, a Revista ABO Nacional continuará apresentando aos seus leitores a última palavra em tratamento de cárie. A última edição da série terá uma matéria sobre o desempenho da adição de flúor na água do sistema de abastecimento público como meio de combate à doença. |