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Adjetivos


Plínio Tomaz

Fulana é “feia”. Cicrano é “gigante”. Já reparou como temos o hábito de rotular as pessoas por suas características mais marcantes?

Pensando nisso, passei a observar como as pessoas se auto-adjetivam e como “classificam” seus dentistas. Cheguei a perguntar para mais de cem pessoas. Muito interessante...

Reparei que enquanto alguns se referem a si mesmos como “fracos”, “quietos”, “pobres” (ouvi vários destes), “moles”, “inseguros” ou “tontos”, outro grupo o faz com adjetivos como “vencedores”, “lutadores”, “espertos”, “eficazes”, “líderes”, “seguros”, etc. Preciso perguntar qual grupo é bem sucedido e qual está reclamando da vida?

Auto-estima baixa: foi isso que observei no primeiro grupo. Ao tratarem a si mesmos como derrotados, acabam conhecendo a derrota mesmo. Por outro lado, o grupo dos bem resolvidos acreditam mais em seu potencial e são mais ousados. Que eles não me ouçam, mas nem todos são tecnicamente tão maravilhosos assim. No grupo dos “fraquinhos” tem muita gente boa, com mestrado, doutorado e habilidades clínicas invejáveis. O que muda então? Muda a forma como vêem a si mesmos e mudam as habilidades paralelas que dominam. Os bem sucedidos são muito melhores em questões relacionais, pessoais, comerciais e muitas vezes, administrativas.

Uma lição que podemos tirar daí é que nosso maior inimigo ao sucesso é nossa própria percepção do “eu”. Quando nos damos adjetivos ruins, acabamos acreditando neles e nos colocamos nesta posição. O remédio é fazer de tudo para acreditar em seu potencial e ter certeza de que pode mudar qualquer situação.

Um exercício: visualize a si mesmo em uma situação de sucesso dentro de 1 ou 2 anos. Veja seu sonho em detalhes, o consultório, o tipo (e quantidade) de clientes que estão lhe procurando, como você os trata, etc. Diga para você mesmo todos os dias: “eu posso”, “eu estou construindo o meu lindo futuro com meu melhor presente”. Entregue seus projetos nas mãos de Deus.

Os adjetivos nos aprisionam ou nos libertam. Faça sua escolha.

Quando observei como as pessoas adjetivam seus dentistas, encontrei o seguinte: “forte”, “careiro”, “rápido”, “lerdo”, “bom”, “simpático”, “divertido”, “interessado”, “tranqüilo”, “ultrapassado”, “atualizadíssimo”, “ansioso”, “agitado”, “tagarela”, “ultratímido”, “estranho”, e etc.

Como você acha que seus clientes o rotulam quando falam a seu respeito? Se você pudesse ouvi-los, que adjetivo será que usariam para descrevê-lo? Será algo que lhe agrada?

Precisamos pensar e planejar como queremos ser adjetivados por nossos clientes. Essa palavra-chave deve ser a matriz da construção de sua marca, ou seja, de como você ficará conhecido e percebido na comunidade.

Se você pretende ser conhecido como o “tecnológico”, tudo que gira em torno de seu nome, trabalho e consultório devem reforçar essa idéia. Isso vai dos aspectos visuais aos itens e equipamentos que possui e utiliza. Se pretende ser a “atenciosa”, sua marca será a forma carinhosa e interessada como você e sua equipe atendem aos clientes.

Desta forma, sugiro que faça uma avaliação de sua marca atual e passe a agir de acordo com o adjetivo que quer receber.

Comece agora. Você pode, “vencedor”!

* Plínio Augusto Rehse Tomaz é cirurgião-dentista e diretor da Tomaz Assessoria e Marketing S/S Ltda. Autor dos livros “Marketing para Dentistas” (Navegar Editora, 4ª edição, 2004) e “Consultório-Empresa” (Navegar Editora, 2004).

Página na Web:
http://www.tomazmkt.com.br

E-mail:
plinio@tomazmkt.com.br

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