A Associação Americana de Endodontistas (AAE) divulgou neste mês um posicionamento sobre as implicações endodônticas do uso de bisfosfonato. Esta classe de droga usada no tratamento de osteoporose e certos tipos de câncer foi recentemente associada pela literatura científica ao desenvolvimento de osteonecrose da mandíbula.
De acordo com o documento divulgado durante a Reunião Anual da entidade em Honolulu, Havaí (EUA), pacientes com osteonecrose da mandíbula associada ao bisfosfonato tipicamente apresentam pelo menos um dos seguintes sintomas: ulceração mucosal irregular; dor ou inchamento na mandíbula afetada; infecção, possivelmente com purulência; sensação alterada, como dormência. A osteonecrose associada ao bisfosfonato ocorre com mais freqüência na mandíbula do que na maxila.
Segundo o posicionamento da AAE, os fatores de risco relacionados à osteonecrose da mandíbula associada ao bisfosfonato incluem histórico do uso deste tipo de medicamento, especialmente formulações intravenosas. O uso simultâneo de esteróides parece contribuir com esse risco.
Histórico prévio de câncer (mieloma múltiplo ou doença metástica óssea), osteoporose, doença de Paget ou outra indicação de tratamento de bisfosfonato; casos anteriores de procedimentos traumáticos dentais também pesam na anamnese. Muitos relatos ocorrem depois de uma extração de dente, embora outros procedimentos dentais traumáticos possam estar associados com a ocorrência da doença.
Quanto às implicações endodônticas de tratar pacientes usuários de bisfosfonatos, a AAE recomenda atenção para os fatores de risco para a doença e a realização de procedimentos preventivos.
Confira o posicionamento na íntegra em www.aae.org. |