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EDITORIAL

Como iremos votar? Qual política queremos para o Brasil?
Norberto Francisco Lubiana, presidente da ABO Nacional

Nesta eleição em que o Brasil escolherá o seu presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, certamente o eleitor terá dificuldades em escolher ou selecionar um candidato que não esteja comprometido com os esquemas de corrupção aos quais  assistimos recentemente, ou mesmo em governos anteriores. Sanguessugas, valeriodutos, Waldomiros, correios, Delúbios, privatizações, mensalões, mensalinhos. Para piorar, a maioria dos parlamentares não viu nada, não ouviu nada e não falou nada, simplesmente inocentou todos os envolvidos. Como se não bastasse, votou a favor de mais arrocho tributário para nós, deixou de votar a Emenda Constitucional 29, que poderia trazer mais recursos para a saúde, manteve os juros estratosféricos e deixou o sistema financeiro ainda mais rico; não votou a reforma política, para continuar o mesmo esquema viciado que a mantém por muitos e muitos anos no poder.

A antiga oposição, que tanto lutou contra a aprovação da reeleição, hoje é poder, e em nenhum momento falou em acabar com a mesma (e todos se lembram como ela foi alcançada). Muito pelo contrário, já começou o governo dizendo que quatro anos era muito pouco tempo para governar.

Cada um que entra diz que pegou terra arrasada. Parece até que nunca ninguém fez nada antes. E todos que saem querem voltar.

Até quando teremos que tolerar tanta incoerência e tantos “parlamentares” cegos, surdos e mudos quando o assunto é o interesse maior da Nação?

Até quando a nossa população se comportará como se não estivesse ouvindo nada, nada vendo e sem falar coisa nenhuma?

É necessário reagir contra tudo isto escolhendo aqueles que não têm passado duvidoso, que tenham demonstrado atitudes coerentes com seus discursos, que pensem em uma forma transparente de fazer política e que, principalmente, pensem em um presente melhor para o nosso País.

O movimento Quero Mais Brasil, do qual a ABO faz parte, prega justamente isto: transparência. Não quer apenas um Brasil do futuro, quer um Brasil do presente.

Que possamos escolher candidatos embasados em propostas concretas e cobrar dos nossos políticos uma atuação coerente, caso saiam vitoriosos.

Finalizando, encorajamos os nossos colegas cirurgiões-dentistas de todo o Brasil a se envolverem mais com a política e também a se candidatarem. Temos carência de representação em Brasília e também nas Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais, e por isto somos fracos politicamente. A ABO Nacional e as ABOs de todo o Brasil estarão abertas para darem o apoio necessário.

Quem sabe faz a hora....

Norberto Francisco Lubiana
Presidente da ABO Nacional

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