ESPECIAL
Mais atenção para a saúde
A abertura da Semana Internacional da Saúde, no Expo Center Norte, em São Paulo, mostrou um segmento unido, maduro e com muitas reivindicações. Formada pela 13ª Feira Internacional de Produtos, Equipamentos, Serviços e de Tecnologia para Hospitais, Laboratórios, Clínicas e Consultórios (Hospitalar 2006); a 2ª Feira Internacional de Produtos, Equipamentos, Serviços e Tecnologia para Odontologia (OdontoBrasil); 2º Congresso Internacional de Odontologia da ABO São Paulo (Ciodonto); e cerca de 50 outros eventos simultâneos, a Semana Internacional de Saúde aguardava a visita de um público estimado em mais de 70 mil visitas profissionais e participação de aproximadamente 1.000 expositores.
As lideranças setoriais aproveitaram a oportunidade para enaltecer o desempenho do segmento e pedir mais atenção do governo federal para esta importante área econômica e promotora de bem-estar social.
A solenidade contou com a presença dos presidentes da Federação Dentária internacional(FDI), Michèle Aerden; Federação Odontológica Latino-americana, Adolfo Rodríguez Núñez (Fola); Associação Brasileira de Odontologia (ABO Nacional), Norberto Francisco Lubiana; Associação Brasileira da Indústria Médico-Odontológica (Abimo), Djalma Luiz Rodrigues; Confederação Nacional de Saúde (CNS), José Carlos Abrahão; Hospitalar e OdontoBrasil, Waleska Santos; do diretor da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Alfredo Cardoso, e do Sindicato dos Hospitais do Estado de São Paulo (Sindhosp), Dante Montagnana. Compareceram ainda o deputado federal e representante da Frente Parlamentar da Saúde, Walter Feldman (PSDB-SP) e a secretária municipal de Saúde de São Paulo, Maria Cristina Cury, entre outras personalidades do setor.
Na abertura, Waleska Santos ressaltou que a Hospitalar se consolida não só como um grande evento brasileiro, mas como o principal acontecimento setorial nas Américas, segundo no mundo em sua categoria. “Temos 32 países expositores nesta edição e uma previsão de receber mais de 70 mil visitas profissionais nos próximos 4 dias, vindas de mais de 65 países”, disse. “Com 1.800 marcas de produtos, equipamentos e serviços apresentados por cerca de 1.000 empresas participantes da Hospitalar e OdontoBrasil, nossa feira é uma imensa vitrine do que há de melhor e mais moderno para hospitais, clínicas, laboratórios, consultórios médicos e dentários”, complementou.
Além de destacar o crescimento de 112% nas vendas para o exterior nos últimos três anos e de 414% das certificações de exportadores, Djalma Luiz Rodrigues foi o primeiro representante do setor da saúde a tornar pública as reivindicações da área. Falta de investimento e de um plano específico para o setor, além da alta carga tributária incidente sobre o negócio da saúde são obstáculos na visão da entidade para o desenvolvimento da área.
Outro representante do setor empresarial, o presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Cláudio Vaz, exortou os gestores públicos e autoridades responsáveis por orçamentos a visitar a feira para perceber as demandas da área.
Na seqüência, José Carlos Abrahão, afirmou que apesar das dificuldades e crise do setor, vingam iniciativas como a da Hospitalar, que reúne “o braço da saúde que funciona”. Ele também criticou a falta de atualização dos valores praticados pelo SUS, um sistema do qual dependem 140 milhões de brasileiros. Chamou atenção do governo também para o setor de saúde suplementar, que atende outros 42 milhões de brasileiros e que também apresenta problemas para usuários, operadores e profissionais de saúde e prestadores de serviço. Ele disse que o setor de saúde, a despeito de sua importância, não recebe a mesma atenção do governo destinada a outros setores, como o bancário e o agrícola. Segundo ele, os governos misturam gastos com saúde com investimento social e desviam recursos que deveriam ser da saúde para outras áreas.
Walter Feldman declarou que o Brasil não pode continuar nos patamares inferiores de desenvolvimento entre os países emergentes. E lembrou a importância do Congresso na questão da liberação de mais verbas para o setor. Segundo o parlamentar, o Congresso Nacional tem condições de “aprovar imediatamente” a regulamentação da Emenda Constitucional nº 29, que estipula porcentagem mínima de investimento em saúde por parte dos governos federal, estadual e municipal.
(Imagens 2 fotos)
Presidentes da Fola, FDI, ABO entre as autoridades ... / ... do setor Saúde no evento em São Paulo