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BRASIL

ABO na luta contra abuso tributário

O Quero Mais Brasil (QMB), um movimento da sociedade civil organizada contra os abusos tributários, do qual a ABO faz parte, é uma das principais incentivadoras e apoiadoras desde os seus primeiros momentos, atingiu na última semana de julho um total de 260 entidades associadas. Dentre elas, Fiesp, Firjan, OAB e Confederação Brasileira das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB).

Essas entidades de classe representam os mais diversos setores da população como o varejo, sindicatos, profissionais da saúde, advogados, produtores rurais, empresários e estudantes. Além dessas centenas de instituições representativas, desde a sua criação o movimento conta com a participação de executivos, profissionais liberais, empresários, artistas e desportistas.


De olho no imposto em Brasília

“Justa reivindicação social”

Para divulgar suas causas e conseguir mais associados, o QMB tem participado de feiras e eventos, como o Congresso Internacional de Odontologia da ABO/SP (Ciodonto 2006), realizado em junho no ExpoCenter Norte, em São Paulo. Na ocasião, um posto de coletas de assinaturas do movimento foi instalado dentro do estande da ABO Nacional, com a captação de associados entre os profissionais da área. As adesões são gratuitas.

“Acreditamos que a participação do setor odontológico, via ABO, pode conferir mais represen­tatividade da área da saúde e colaborar no alcance dos objetivos desta justa reivindicação social”, afirma o presidente nacional da associação, Norberto Francisco Lubiana. As informações e ações do movimento são divulgadas através de seu site (www.quero­maisbrasil.org.br).

Transparência tributária

E a pressão para que o apetite do fisco diminua também é o foco de atuação do De Olho no Imposto, um movimento parceiro do Quero Mais Brasil e também da ABO Nacional, surgido para derrubar a MP 232, que aumentava os impostos para o setor de serviços. Sob o lema da transparência tributária, conseguiu reunir 1,564 milhão de assinaturas num projeto de lei de iniciativa popular entregue no dia 1° de junho a Renan Calheiros (PMDB), presidente do Senado, em evento acompanhado por representantes de mais de 400 entidades de empresários e trabalhadores associados à iniciativa.

A proposta pede a discriminação em nota fiscal dos impostos embutidos nos valores de bens e serviços.

Calheiros garantiu que o ano eleitoral não vai atrapalhar o andamento da votação do projeto que dispõe também sobre a clareza no uso dos recursos obtidos por meio da cobrança de impostos e permite a fiscalização da sociedade sobre o destino deste dinheiro.

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