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BRASIL

ABO integra grupo técnico sobre profissões da saúde

A ABO Nacional integra o Grupo de Estudos sobre a Força de Trabalho em Saúde no Brasil, coordenado pelo Departamento de Gestão e da Regulação do Trabalho em Saúde do Ministério da Saúde (Degerts) para criar um banco de dados sobre as diversas profissões que compõem a área da saúde. O perfil de cada categoria deve abranger itens como descrição da profissão em si e seu campo de atuação, importância social, aspectos legais, formação profissional, nível de graduação e pós-graduação, jornada de trabalho e vínculo empregatício. A tarefa foi proposta em reunião promovida pelo Degerts em 20 de setembro último.

Com o levantamento da força de trabalho em saúde, busca-se traçar o cenário futuro das profissões e avaliar, frente à atual conjuntura, como será a sua inserção no merca do de trabalho público e privado e quais as perspectivas em médio e longo prazos. Segundo a diretora do Degerts, Maria Helena Machado, o documento deverá servir de instrumento político e de gestão para o Ministério da Saúde, entidades de classe e gestores estaduais e municipais da saúde de todo o Brasil.

Antônio Carlos Nascimento, coordenador do curso Saúde Coletiva - Saúde da Família da ABO/PR e representante da ABO Nacional no encontro, salientou que este estudo não pode se ater apenas às estatísticas, mas deve fazer uma análise profunda da situação da Odontologia, de forma quantitativa e qualitativa. A precariedade do trabalho dos profissionais da saúde, particularmente no Programa Saúde da Família, é um dos itens que merece atenção. Segundo ele, as contratações se dão sem concurso público, à margem da lei. Nascimento também pediu aos gestores públicos maior inserção das equipes de Saúde Bucal no PSF, remuneração adequada e isonomia salarial entre as categorias participantes do programa.

De acordo com o representante da ABO Nacional, a inserção cada vez maior das entidades de classe da Odontologia na discussão do acesso da população ao Sistema Único de Saúde (SUS) e na mudança do modelo de atenção em saúde bucal indica que a o setor entrou na agenda de prioridades. Mas, segundo ele, a inclusão não ocorreu de forma passiva. “Entramos pela luta, não apenas como convidados”, afirma.

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