SAÚDE BUCAL
Flúor é tema da Revista ABO
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Uma das principais estratégias de combate à carie em uso no Brasil é a fluoretação da água em sistemas de abastecimento público. O método é endossado por importantes organismos, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), Federação Dentária Internacional (FDI) e Associação Internacional de Pesquisa Odontológica (IADR, em inglês) e beneficia cerca de 210 milhões de pessoas no mundo. De acordo com o Ministério da Saúde, 100 milhões de brasileiros têm acesso ao serviço.
Devido à sua importância na luta contra a doença, a fluoretação é tema da última reportagem especial da série sobre métodos recentes ou ainda pouco difundidos de tratamento da cárie dental, principalmente os que seguem o conceito de Mínima Intervenção (MI), corrente que pesquisa e privilegia técnicas mais conservadoras com relação à preservação de tecidos dentais.
A Revista ABO Nacional nº 78 trata especificamente da polêmica em torno do nível de efetividade da fluoretação da água no sistema de abastecimento público, medida implantada pela primeira vez no Brasil há mais de 50 anos e que se tornou obrigatória em municípios equipados com estações de tratamento de água conforme a Lei 6.050/74.
Uma revisão sistemática da literatura encabeçada por Marian McDonagh, da Universidade de York (Reino Unido), detectou variações de 5% a 64%, com um valor médio pontual de 14,6% na redução da incidência da cárie na população, mais notadamente entre as crianças. Porém, os revisores |
concluíram que o nível de evidência encontrado foi apenas moderado. Na opinião desses cientistas não existiam estudos de alta qualidade para avaliar o efeito da fluoretação da água sobre redução de cárie. Contudo, no Brasil, estudos sobre o sucesso da fluoretação em Baixo Guandu (ES), Taquara (RS), Curitiba (PR) e em outras cidades indicaram uma redução na experiência de cárie de 50% a 60%, de acordo com especialistas.
Para avaliar os motivos que levaram a conclusões tão diferentes sobre os resultados sobre a efetividade desta estratégia, foram consultados diversos especialistas, como o professor associado da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP), Paulo Capel Narvai; o professor colaborador da FSP-USP, Paulo Frazão; a coordenadora dos cursos de Especialização em Saúde Coletiva e Odontologia do Trabalho da ABO/ES e professora adjunta do curso de Odontologia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Maria Helena Monteiro de Barros Miotto; e o professor de Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, Carlos Alfredo Loureiro. E a assessora da Área Técnica de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Lívia Maria Benevides de Almeida, dá orientações aos gestores sobre como solicitar a fluoretação da água em seus municípios.
JABO em inglês
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Na última reunião da Federação Dentária Internacional (FDI), a comunidade internacional odontológica teve a oportunidade de tomar conhecimento das ações da ABO Nacional no cenário nacional e internacional. Em Shenzhen (China) foi distribuída a terceira edição em inglês do JABO, produzida especialmente para a ocasião.
A manchete trata da indicação do presidente da ABO, Norberto Francisco Lubiana, como conselheiro regional da FDI para a América Latina (mais detalhes na presente edição em português). O número também destaca, em sua primeira página, a visita da presidente da FDI ao Brasil, Michèle Aerden. A dirigente conheceu as seções do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais.
A edição traz ainda um balanço da gestão atual da ABO, com menção à luta pela valorização da saúde bucal e da imagem do cirurgião-dentista e por mais verbas para a saúde.
Também evidencia o engajamento da entidade através das parcerias institucionais e participação em movimentos pela cidadania e contra a alta carga tributária.
A publicação visa melhorar a comunicação entre os cirurgiões-dentistas brasileiros, que representam 11% do total de profissionais da Odontologia do mundo, e os demais colegas através de um idioma comum, o inglês. |
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