TECNOLOGIA
CNPq viabiliza 55 mil bolsas de pesquisa no País
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) é uma agência do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) destinada ao fomento da pesquisa científica e tecnológica e à formação de recursos humanos para a pesquisa no Brasil.
A comunidade científica e tecnológica do País participa também em sua gestão e política por meio de Comitês Temáticos e Comitês de Assessoramento. Para analisar, julgar, selecionar e acompanhar os pedidos de projetos de pesquisa e de formação de recursos humanos, o CNPq conta com o apoio de milhares de pesquisadores que constituem sua Assessoria Científico-Tecnológica.
O corpo de assessores é formado por mais de 300 pesquisadores, entre titulares e suplentes, selecionados de acordo com sua área de atuação e conhecimento. Eles são escolhidos periodicamente pelo Conselho Deliberativo (CD), com base em consulta feita à comunidade científico-tecnológica nacional, e integram os Comitês de Assessoramento (CAs) e os Comitês Temáticos (CT) e têm a atribuição, entre outras, de julgar as propostas de apoio à pesquisa e de formação de recursos humanos. O CNPQ é presidido por Erney Felício Plessmann de Camargo.
O CNPq oferece várias modalidades de bolsas aos alunos do ensino médio, graduação, pós-graduação, recém-doutores e pesquisadores já experientes. As bolsas são divididas em duas categorias principais: bolsas individuais no país e no exterior, e bolsas por quota. As bolsas individuais são solicitadas diretamente ao CNPq. Atualmente, o CNPQ disponibiliza 55 mil bolsas e libera recursos para alguns milhares de projetos entrelaçados com Fapesp, Faperj, Capes e outras agências de fomento científico.
As quotas de bolsas de Iniciação Científica, de Iniciação Tecnológica, de Mestrado e Doutorado são oferecidas às instituições de ensino e pesquisa e aos cursos de pós-graduação. Os interessados devem solicitar as bolsas dessas modalidades diretamente às referidas instituições, não ao CNPq. As bolsas de Iniciação Científica Júnior, destinadas aos alunos de ensino médio, são concedidas pelo CNPq às Fundações Estaduais de Apoio à Pesquisa que ras epassam às instituições locais. As instituições, por sua vez, as distribuem aos alunos secundaristas participantes dos programas específicos.
Um dos mais importantes tipos de bolsa do CNPq é o de Produtividade em Pesquisa (PQ), destinado a pesquisadores doutores, e cada área do conhecimento tem uma cota de bolsas para serem recomendadas através de um processo seletivo. Aproximadamente 140 pesquisadores brasileiros da área de Odontologia possuem Bolsa PQ. Para se ter uma idéia da competição dentro do CA-OD, a média de artigos publicados entre os bolsistas desta categoria é de 2,2 artigos científicos publicados por ano em revistas ISI (internacionais A ou B, de acordo com Qualis Capes).
CA-OD
Dentro da Área Ciências da Vida, está inserido o Comitê Assessor de Odontologia (CA-OD). Ele foi regulamentado em 2005 para avaliar pedidos de bolsas especiais do setor, entre outras atribuições. É formado atualmente por Adair Luiz Stefanello Busato (Ulbra), Antônio Luiz Barbosa Pinheiro (UFBA), Arnaldo de França Caldas Jr. (UPE), Jaime Aparecido Cury (Unicamp) e o suplente Mário Honorato da Silva e Souza Jr. (UFPA). A maioria dos membros permanece na instância até setembro de 2009, com exceção de seu coordenador, Cury, cuja permanência é prevista até junho de 2007. As normas e critérios de avaliação encontram-se disponíveis para consulta em www.cnpq. br/cas/ca-od.htm.
Segundo Cury, a emancipação da Odontologia dentro do CNPq conferiu mais autonomia ao setor e aumentou sua participação nos recursos disponibilizados para fomento à pesquisa e às bolsas. Ele também cita a mescla de critérios quantitativos e qualitativos para a seleção dos projetos e bolsas.
Mias informações podem ser obtidas no site do CNPq: www.cnpq.br.
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