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Apdesp defende classe protética


Roberto Quiyan,
da Apdesp

Roberto Seiei Quiyan preside a Associação dos Protéticos Dentários do Estado de São Paulo (Apdesp), entidade que congrega 1,2 mil dos cerca de 8 mil profissionais atuantes no território paulista e realiza dois eventos bienais, que somam um público de aproximadamente 9 mil pessoas, e edita um periódico distribuído para 2 mil pessoas.

Ele reconhece que o entrosa­mento entre as classes protéticas e odontológicas amadureceu bastante nos últimos 10 anos. No entanto, acredita que o seu segmento ainda tem muito a realizar.

No Brasil, atuam legalmente cerca de 17 mil TPDs, ou seja menos de 10% do contingente nacional de cirurgiões-dentistas.

Segundo Quiyan, a represen-tatividade da classe tem sido proporcional ao número de profissionais em diversas instâncias. Isto gera dificuldades. “A classe protética não tem rede de proteção institucional e social”, observa o dirigente.

Segundo ele, a Apdesp faz o que está ao alcance para possibilitar melhores condições de trabalho e de vida aos associados: oferece cursos, promove eventos, presta assessoria jurídica e disponibiliza literatura e audiovisuais técnico-científicos para consulta. No caso dos benefícios, porém, a falta de escala não permite uma margem de negociação mais favorável com operadoras de saúde suplementar e seguradoras, por exemplo. Ele vê na aproximação com a classe odontológica uma alternativa que pode facultar serviços menos onerosos aos colegas.

De acordo com Quiyan, para estimular o desenvolvimento institucional da categoria em nível nacional, também foi criada a União Brasileira das Associações de Prótese (Ubap), presidida por Siro Kiatake. 

Pela legalidade

Quiyan chama atenção contra a concorrência desleal de TPDs que atuam na clandestinidade e não pagam impostos.

Em alguns casos, acrescenta o presidente da Apdesp, estes prestadores de serviço contam com a conivência dos clientes, que optam por estes trabalhos apenas pelo fator preço, despresti­giando os profissionais que respeitam as leis e assumem os encargos da legalidade.

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