ODONTO/SA
Abimo e Sinaemo têm nova presidência
As duas entidades, que atuam de forma conjunta representando a indústria de equipamentos e artigos das áreas médica, odontológica, hospitalar e laboratorial, assumiram o compromisso de manter a sinergia em defesa do setor

Franco Pallamolla (novo presidente da Abimo), Djalma Luiz Rodrigues (ex-presidente) e
Ruy Salvari Baumer (novo presidente do Sinaemo), durante a coletiva à imprensa, no
dia da posse.
A Associação Brasileira da Indústria, Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospita- lares e de Laboratório (Abimo) e o Sindicato da Indústria de Artigos e Equipamentos Odontológicos, Médicos e Hospitalares do Estado de São Paulo (Sinaemo) já têm novos presidentes: respectiva- mente, Franco Pallamolla e Ruy Salvari Baumer. A cerimônia de posse aconteceu no dia 10 de abril, em São Paulo , e teve a presença do presidente da ABO, Norberto Lubiana, que afirmou: " Reconhe- ço o trabalho da entidade e para- benizo e desejo uma gestão de grandes realizações, como foi a do Djalma". Deixa a presidência da Abimo, após dois mandatos consecutivos, Djalma Luiz Rodrigues; no Sinaemo, Paulo Takaoka cedeu lugar ao novo presidente da enti- dade. A atuação dos dois foi bastante elogiada pelos novos presidentes. A posse conjunta re- trata uma realidade de anos de parceria entre as duas entidades, que atuam de forma conjunta: a Abimo responsável pelas deman- das internas do segmento industrial que representa e o Sinaemo condu- zindo as discussões sobre políticas públicas na área de saúde.
Ambos os novos diretores, durante a posse, comprometeram-se em continuar a sinergia que conduzia o trabalho das duas entidades, que representam um setor em evolução no Brasil - em 2006, a indústria de equipamentos e insumos da área de saúde movimentou R$ 6,5 bilhões.
Setor na ABDI
Em 2007, Abimo e Sinaemo pretendem realizar seis feiras, quatro missões e dois projetos compradores, além de rodadas tecnológicas e cursos internos para capacitação de recursos humanos das empresas associadas, objetivando levar a melhor imagem possível do Brasil para eventos no exterior. "Mas isso tudo não seria possível se nosso setor não estivesse incluído na nova Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE) brasi- leira. Graças a muito esforço, con- seguimos esse reconhecimento da Agência Brasileira de Desenvol- vimento Industrial (ABDI)", lembrou Djalma Luiz Rodrigues, ex-presidente da Abimo, agora respondendo pela vice-presidência da entidade que responde pela política de exportação do setor.
Políticas públicas
O presidente do Sinaemo, Ruy Baumer, chamou a atenção para a oportunidade de se discutir polí- ticas públicas relacionadas ao se- tor. "Nosso foco de trabalho, sempre junto à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), será a questão tributária e a isonomia de direitos em rela- ção às importações. Além disso, precisamos atentar para a maneira como são realizadas as compras governamentais, que, atualmente, priorizam o preço em detrimento da qualidade", defendeu, apoiado pelo presidente da Abimo, Franco Pallamolla. "Nosso objetivo vai além do interesse privado. A ma- neira como se trabalha a saúde pública reflete na sociedade. Não adianta comprar um produto por um preço menor se, ao chegar no hospital, por exemplo, ele não vai servir ao seu propósito inicial, não podendo ser vendido e prestando um desserviço à população".
A indústria de equipamentos e artigos médicos, odontológicos e hospitalares possui capacidade para suprir até 95% das necessidades dessa área. Abimo e Sinaemo, juntas, têm 310 empresas filiadas, 80% delas de capital nacional.
Odontologia brasileira em mais de 100 países
Em 2006, foram feitos negócios da ordem de R$6,5 bilhões. À frente dessas cifras está a indústria da Odontologia - que, segundo a nova diretoria da Abimo e do Sinaemo, tem ótima aceitação nos mais de 100 países com os quais as entidades mantêm relação. No Brasil, o setor da Odontologia é o único com balança comercial de exportação equilibrada. "Isso se deve à qualidade do design dessa indústria, sua ergonomia, eficiência, assistência técnica efetiva e, especialmente, ao tamanho do mercado interno da Odontologia. Não dá para ex- portar bem sem um mercado interno forte", justificou o presi- dente do Sinaemo, Ruy Salvari Baumer, lembrando que são mais de 200 mil cirurgiões-dentistas em todo o país.
No ranking de exportação do setor, estão em segundo lugar as próteses de silicone, seguidas por equipamento e material de raio-x, instrumental cirúrgico e outros - cada um, com aceitação diferente em vários países. Franco Pallamolla, presidente da Abimo, disse que o setor deve exportar mais de US$ 500 bi em 2007.
Rotas tecnológicas
Para isso, a nova presidência pretende apostar na continuidade de ações das gestões anteriores e em inovações dentro dessas estratégias, especialmente no que diz respeito à aproximação com a academia. "Já estamos em anda- mento com o que chamamos de Projeto de Identificação de Rotas Tecnológicas, que tem como pila- res a inovação, a aproximação com as universidades e a luta para que uma parcela das compras governamentais seja dedicada aos produtos nacionais", disse Ruy Salvari.
O presidente do Sinaemo deu exemplos de países em que o mercado interno é fortalecido com o apoio do poder público, como o México. |
Voltar ao índice |