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BRASIL

Entidades lançam manifesto contra a prorrogação da CPMF

Trinta e quatro entidades de classe que fazem parte da campanha Xô, CPMF! lançaram, no dia 9 de maio, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Manifesto da Sociedade Brasileira contra a Manutenção da CPMF, documento que vai nortear as próximas ações da campanha que tem como objetivo o fim da cobrança criada para ser provisória e que já dura 10 anos.

A motivação da criação da CPMF era destinar os recursos extraídos da cobrança para a saúde pública. "Mas nós, cirurgiões-dentistas, que trabalhamos com saúde intimamente, sabemos que isso não tem sido realidade", explica Newton Mirando de Carvalho, secretário-geral da ABO Nacional. Segundo ele, esse é somente um dos motivos pelos quais a ABO se juntou às demais entidades da campanha, entre elas a Ordem dos Advogados do Brasil Seção São Paulo (OAB-SP), o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Estado de São Paulo (Sescon), a Confe­deração das Associações Comer­ciais do Brasil (CACB), a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e a Central Geral dos Tra­ba­lhadores (CGT). "Antes de tudo, nós, CDs, somos cidadãos; e a co­brança da CPMF afeta a vida de milhões de cidadãos brasileiros, ricos, classe média, pobres.", completou.

O diretor-titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp con­corda. "A CPMF penaliza, especialmente, as camadas mais po­bres da população. O trabalhador de baixa renda não percebe, mas a CPMF está sendo cobrada dele em tudo o que ele compra, consumindo cerca de 1,8% da renda de uma família que ganha até dois salários mínimos", disse, amparado por dados do estudo Por que a CPMF é um Problema para o Brasil?, realizado pelo Depecon.

Após a assinatura do manifesto e o comprometimento oficial das entidades envolvidas, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, convocou os congressistas a fazer o que julgou como a parte deles no processo de defesa dos interesses da população. "Se o governo não corta os gastos, que corte os impostos. Talvez, com menos recursos, passa-se a gastar menos e com mais eficiência", sugeriu.


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