Faleceu em Porto Alegre (RS), no dia 24 de outubro, o cirurgião-dentista Flávio Antônio Luce, um dos pioneiros no Brasil a defender a adição de flúor na água tratada como medida de promoção de saúde bucal e ex-presidente da ABO/RS. Luce estava com 87 anos e morreu em decorrência de câncer.
Nos anos 50, juntamente com o cirurgião-dentista Paulo Chaves e o químico Waldemar Cantergi, já falecidos, ele começou a pesquisar a importância do flúor na prevenção à cárie. Esse trabalho fez com que, em 1957, o Rio Grande do Sul fosse o primeiro Estado brasileiro a aprovar uma lei obrigando a fluoretação da água de abastecimento público.
Luce começou a se envolver com esse tema em trabalho realizado com um grupo escolar de Porto Alegre, no ano seguinte em que se graduou na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 1945. Nesse trabalho, constatou que todas as crianças tinham cárie. Mas 40 anos depois, quando voltou a essa escola, Luce percebeu que a fluoretação tinha dado resultado, pois metade das crianças não apresentava lesão de cárie alguma.
O cirurgião-dentista também presidiu o Sindicato dos Odontologistas, além de ter sido professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC-RS) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e ajudado a fundar O Instituto de Cardiologia. |