A solenidade de abertura
dos eventos, na noite de 13 de março, foi carregada de emoção
desde as palavras de Márcia Vasconcelos, presidente
do congresso, ao encerrar seu discurso, até as homenagens
prestadas. A presidente citou São Tomás de
Aquino – “Ainda que eu fale as línguas
dos homens e dos anjos, se não tiver amor (...)
nada serei”. Ela se referia à Odontologia
que prioriza a saúde e a saúde bucal, bem
público, direito do cidadão, tema do evento. “Temos
que estar comprometidos com as políticas do que
ainda não foi conquistado e com respeito e responsabilidade
fazer a nossa parte, que é promover a saúde
bucal.”
Outro momento emocionante foi a entrega de honrarias,
que permitiu o reencontro de familiares e cirurgiões-dentistas
que viveram momentos marcantes da Odontologia brasileira
e latino-americana, em especial entre as décadas
de 1990 e 2000.
Compartilhar o saber - Fernando Tavares,
presidente da ABO Pernambuco, declarou Recife capital
da Odontologia mundial durante os eventos. Ele defendeu
a manutenção das políticas de saúde
do governo e enfatizou: “Saber só é saber
quando compartilhado. Devemos comungar o pensamento:
o bom profissional nunca se forma”, referindo-se à oportunidade
de reciclagem oferecida pelos congressos.
Menos 4 bilhões de dentes extraídos/ano -
Gilberto Pucca Jr., coordenador Nacional de Saúde Bucal
do Ministério da Saúde e representando o presidente
da República no evento, ressaltou ser importante um
congresso trazer o tema ao debate, “pois é direito
de todos ter dentes na boca”. Ele relatou a trajetória
da saúde bucal no Brasil de 2002 aos dias atuais: “Em
2002, a situação era muito precária, eram
atendidas 15 milhões de pessoas. Hoje, são 16
mil Equipes de Saúde Bucal, que atendem 70 milhões
de brasileiros, e 600 Centros de Especialidades Odontológicas
(CEOs). Isto significa que a política de saúde
bucal está trazendo resultados. Até 2002, o Brasil
extraía 12 milhões de dentes/ano - número
igual ao de pessoas que morreram no Vietnã - por profunda
omissão das autoridades. Em 2003, com a política
do SUS, esse número baixou para 8 milhões, um
decréscimo importante.” Pucca ainda falou que
o Brasil está dando exemplo para o mundo de como se
faz uma política de saúde bucal, e agradeceu
o apoio da ABO e da Fola.
90 anos da Fola - O presidente da Fola e membro
do Comitê de Finanças da FDI, Adolfo Rodrí¬guez,
ao falar na abertura do evento, disse ser uma honra para a
entidade comemorar seus 90 anos em Recife. “A Odontologia
latino-americana se encontra em seu melhor momento. Participar
da eleição do presidente latino-americano [o
brasileiro Roberto Vianna] para a FDI foi uma experiência
inesquecível.” E ele incitou o cirurgião-dentista
de hoje a “ser mais ativo, não deixar que os outros
transformem a sociedade e sim ele próprio fazer parte
dessas transformações”. |