O programa de saúde bucal do governo continua crescendo e mais um efeito positivo já foi sentido: 2 milhões de dentes deixaram de ser extraídos, de 2001 a 2007
 Mais saúde e saúde bucal para todas as faixas etárias |
O Programa Brasil Sorridente, lançado em 2004, é a primeira política nacional de saúde bucal implantada pelo governo federal no País. Com muitos anos de atraso, o programa ainda tem muito que oferecer para a população brasileira, mas alguns avanços já foram alcançados. Segundo o Ministério da Saúde, o número de equipes de saúde bucal, formadas por cirurgiões-dentistas e profissionais auxiliares, pulou de 4.261, em 2002, para 16.756, em maio deste ano. |
Além disso, Brasil Sorridente permitiu a criação de 1.159 consultórios odontológicos, 551 Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) e 310 Laboratórios de Prótese Dentária. Com o foco também na prevenção, o programa implantou 583 novos sistemas de fluoretação das águas de abastecimento público. "Hoje cobrimos uma população de 81 milhões de pessoas, sendo que em 2002 eram 26 milhões. Com esse aumento e a oferta também de serviços especializados, como cirurgias, atendimento a pacientes especiais, tratamentos em Periodontia, Endodontia, de câncer bucal e outras lesões, estamos implantando algo que não existia antes", avalia o coordenador de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Gilberto Alfredo Pucca Jr. As metas do programa agora são terminar 2008 com 750 CEOs e 18.750 equipes de saúde bucal, e ainda elevar esses números para 1.050 e 24.000, respectivamente, até 2011. Oferecer à população reabilitação oral com implantes também está nos planos, para isso já existem projetos pilotos para inserir esse serviço nos Centros de Especialidade.
Efeitos positivos
O Ministério da Saúde prevê realizar em 2010 um amplo levantamento para analisar as melhorias que o Brasil Sorridente trouxe para a saúde bucal do brasileiro, mas alguns pontos já podem ser observados. "Em 2001, 8,6 milhões dentes era extraídos anualmente no Brasil. No ano passado, esse número caiu para 6,44 milhões. Deixamos de extrair mais de 2 milhões de dentes e isto é um importante indicador de saúde, que demonstra a melhoria da qualidade na atenção à saúde bucal no País", afirma Pucca.
A ampliação da cobertura odontológica também trouxe, consequentemente, boas notícias para os profissionais da área. Em três anos de programa, o sistema público de saúde empregou 20 mil cirurgiões-dentistas e profissionais auxiliares. "O grande empregador hoje é o setor publico, abrindo um amplo mercado de trabalho que antes era muito reduzido", completa Pucca. |