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BRASIL

SUS 20 anos
Em caso de emergência, ligue 192

 Desde 2003, o SUS conta com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu 192, que tem o objetivo de tornar mais rápido e eficiente o socorro a casos de emergência em qualquer lugar. Qualquer pessoa pode participar do serviço avisando, pelo telefone 192, acidentes e outros  

Em 2003, o governo federal criou a Política Nacional de Atenção às Urgências, para complementar e aprimorar os serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), melhorando a qualidade do atendimento, através da organização da urgência nos prontos-atendimentos, unidades básicas e equipes do Programa Saúde da Família; criação da retaguarda hospitalar para os atendidos nas urgências; e estruturação do atendimento pós-hospitalar.

Mas o principal ponto da política foi a implantação do atendimento pré-hospitalar móvel, com a criação dos Serviços de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu 192. Atualmente, a rede nacional deste serviço conta com 144 unidades no Brasil, atendendo ao todo 1.163 municípios e cobrindo um total de 101 milhões de pessoas.

Como o próprio nome diz, o Samu 192 tem a finalidade de prestar socorro à população em casos de emergência em qualquer lugar: residências, locais de trabalho e vias públicas, reduzindo, assim, o número de óbitos, o tempo de internação em hospitais e as seqüelas decorrentes da falta de socorro precoce. O serviço funciona 24 horas por dia com equipes de profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e socorristas, que atendem às urgências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, gineco-obstétrica e de saúde mental.

O socorro pelo serviço começa com uma chamada gratuita feita para o telefone 192. A ligação é atendida na Central de Regulação que a transfere para o médico regulador. Esse profissional faz o diagnóstico da situação e inicia o atendimento no mesmo instante, pelo telefone, orientando o paciente, ou a pessoa que fez a chamada, sobre as primeiras ações.

Enquanto fala com a pessoa, o médico regulador avalia qual o melhor procedimento: orientá-la a procurar um posto de saúde; designar uma ambulância de suporte básico de vida, com auxiliar de enfer­magem e socorrista para atendimento no local; ou, de acordo com a gravidade do caso, enviar uma UTI móvel, com médico e enfermeiro. Este profissional tem ainda, autoridade para comunicar a urgência ou emergência aos hospitais públicos e, dessa maneira, reservar leitos para que o atendimento de urgência tenha continuidade.

Rapidez e eficiência

Dentro desta sistemática, o Samu tem um forte potencial para corrigir uma das maiores queixas dos usuários do SUS: a lentidão no momento do atendimento. Historicamente, a resposta às urgências e emergências tem sido insuficiente, provocando a superlotação em hospitais e prontos-socorros, mesmo quando a doença ou quadro clínico não é característica de um atendimento de emergência. Essa realidade contribui para que não seja possível oferecer um atendimento de qualidade e mais humanizado.

O serviço também permite o registro de números que podem demonstrar situações que se repetem como, por exemplo: se em uma esquina a freqüência de atropelamento é alta, diária, os dados coletados apontarão a necessidade de melhorar o trânsito nesta esquina, ao invés de aumentar o número de ambulâncias e leitos de UTI. Além disso, permite ampliar a identificação de doadores potenciais de órgãos para transplantes, melhora a notificação de acidentes de trabalho e violências contra mulheres, crianças e idosos. E ainda, se aumentar a ocorrência de uma determinada doença transmissível, a Central Samu 192 pode fazer a notificação às autoridades sanitárias precocemente, permitindo a adoção de medidas preventivas.

Segundo o Ministério da Saúde, depois da criação do serviço, as internações e mortes por causas externas (afogamento, queda e acidente de trânsito e outras) e emergências clínicas (infarto, derrames e até mesmo partos) diminuíram de maneira significativa nas mais de mil cidades cobertas pelo Samu. Além dos municípios onde o serviço já funciona, o Ministério pretende implantá-lo em todas as cidades brasileiras, respeitadas as competências das três esferas de gestão. Para a implantação do Sa­mu, o governo federal entra com uma contrapartida mensal a municípios e estados com projetos aprovados, bancando 50% do custeio mensal dos serviços.

Mais informações : www.saude.gov.br


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