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25 de Outubro - Dia do CD
Em direção à promoção da saúde

Há 124 anos, no dia 25 de outubro de 1884, o Brasil criava suas primeiras faculdades de Odontologia, no Rio de Janeiro e na Bahia. A data é festejada, desde 1976, como Dia Nacional do Cirurgião-Dentista, e, em 2002, foi escolhida para celebrar o Dia Nacional da Saúde Bucal, enfatizando a íntima relação existente entre o profissional da Odontologia e as condições de saúde da população. Essa relação, ao longo dos últimos anos, tem se desenvolvido a passos largos,

mas ainda precisa ser fortalecida para que o ideal de promoção ampla da saúde seja alcançado. A vontade política do governo federal veio atender as reivindicações históricas das entidades odontológicas e, assim, foi implantada a Política Nacional de Saúde Bucal, política esta que a ABO quer ver ampliada.

Segundo o CFO, até o último dia 1º de outubro o Brasil tinha 222.526 cirurgiões-dentistas em atuação - profissionais que fazem uma das melhores Odontologias do mundo, reverenciada internacionalmente por sua qualidade técnica e científica. O prestígio de que o país desfruta no mundo todo é fruto de muito trabalho em parceria com o poder público e a sociedade civil organizada.

 

CDs engajados

A influência das entidades odontológicas no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto - entre elas, a ABO - resultou em medidas que resgataram a Odontologia do descaso público, culminando na criação da política pública Brasil Sorridente. Uma série de outras medidas vem sendo discutida com a participação do cirurgião-dentista brasileiro, representado pela ABO em Brasília e nas demais instâncias do poder público, como a regulamentação da Emenda Constitucional 29 (EC 29), que organiza o repasse de verbas para a saúde, e a inclusão de cirurgiões-dentistas nas equipes multi­disciplinares das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), de que trata o PL 2776/08, proposto pelo deputado Neilton Mulim e motivado pela entidade. Impulsionar o desenvolvimento da Odontologia nacional, além de benefício à saúde bucal da população, representa ampliar o campo de atuação do cirurgião-dentista e valorizar a profissão, que já extrapola os limites do consultório - como mostra a matéria publicada na página (14) desta edição do Jabo.

 

Mentes que brilham

A exemplo do campo político, a Odontologia brasileira evoluiu, também, cientificamente. A edição deste bimestre da Revista ABO Nacional traz reportagem sobre o futuro da pesquisa odontológica no País e apresenta números que evidenciam o bom momento da Odontologia brasileira no campo científico. A matéria lembra o anúncio, em 2007, da chegada do Brasil ao 15º lugar do ranking de países com maior número de artigos científicos publicados, à frente de outros de reconhecida tradição científica, como Suécia e Suíça. À época, a Odontologia era eixo temático de mais de 375 grupos de pesquisa, figurando entre as dez áreas com maior número de pesquisadores no Brasil.

Mas toda essa excelência política, científica e técnica ainda não está ao alcance de toda a população. Há grande concentração de cirurgiões-dentistas nas regiões Sul e Sudeste, com cerca de um profissional para cada 1.600 habitantes, enquanto que na região Norte a proporção é de um para cada 5.222 pessoas. Essa desproporção, entre outros fatores, tem forte efeito na saúde bucal da população. Segundo o Levantamento das Condições de Saúde Bucal da População Brasileira (SB Brasil), realizado pelo Ministério da Saúde em 2003, com o apoio da ABO, o CPO-D das crianças de 12 anos de idade da região Sudeste é de 2,06, enquanto que crianças do Norte têm 4,27.

O presidente nacional da ABO, Norberto Francisco Lubiana, chama a atenção para o importante papel que o cirurgião-dentista tem na superação deste e de outros problemas. "A Odontologia brasileira tem grandes conquistas para comemorar no próximo Dia 25 de Outubro, mas não devemos desviar o olhar dos desafios que ainda se impõem. O cirurgião-dentista precisa participar das discussões que pautam as políticas públicas em saúde e defender a relevância que a Odontologia tem na saúde integral do indivíduo. Ainda não atingimos o quadro ideal, mas a colaboração de todos certamente resultará em melhores condições de trabalho para os profissionais da Odontologia e melhor saúde bucal para todos os brasileiros", defende.


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