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BRASIL

Por melhor formação odontológica no País


Ana Estela Haddad recebeu diretores ABO, Amib e dep. Mulim

Os diretores da Rede ABO também se reuniram com a diretora do Departamento de Gestão da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, para tratar de aspectos dos cursos da UniABO e do trabalho da entidade nacional pela melhoria da qualidade do ensino odontológico.

Lubiana reafirmou os argumentos da Carta Aberta da ABO pelo fechamento de faculdades deficientes, e declarou, na reunião:

“Temos apoiado as políticas públicas de Saúde deste governo e que são de interesse da população. Cerca de 15,5 mil cirurgiões-dentistas são formados a cada ano. Em quatro anos, o governo contratou em torno de 15 mil profissionais, porém mais de 60 mil entraram no mercado de trabalho. É preciso absorver os que já estão no mercado, descentralizar a atuação deles no País e buscar um entendimento para se chegar a um ponto comum, que atenda tanto às necessidades de saúde pública quanto às de mercado, sem, porém, descuidar da qualidade do ensino e sem levar a mais dificuldades à profissão”.

Não à proficiência – Lubiana manifestou-se, ainda, contra o exame de proficiência para os cirurgiões-dentistas. Para ele, tal exame é paliativo e não vai impedir que cursos ruins joguem profissionais mal formados no mercado. “Fechar uma faculdade é difícil, mas é necessário corrigir o problema na raiz, pois 30% das faculdades formam profissionais de forma precária. Esta é uma responsabilidade social de uma entidade de classe como a ABO, de mostrar o que é melhor para a profissão e para a saúde bucal da população.”

Ele defendeu, também, normas para a pós-graduação odontológica, lembrando que a UniABO – que reúne 85 Escolas de Educação Continuada – é reconhecida internacionalmente como a maior rede de capacitação odontológica, atraindo representantes de vários países que vêm conhecer o “modelo ABO de educação”. “Trabalhamos para que a UniABO tenha os melhores cursos do País.”

O coordenador da UniABO, Inácio da Silva Rocha (ABO/RJ), informou à diretora de Gestão que todos os cursos da entidade que tramitaram até o momento já foram credenciados pelo Ministério da Educação, e que todos têm “boa qualidade de instalações, de equipamentos e de profissionais”.

Ana Estela disse que os dirigentes da ABO estão certos em se mobilizar, orientando-os a se engajar fortemente para serem representados nas questões que envolvem a educação superior, como a residência multipro­fis­sional, credencia­mento de programas de capacitação e participação das Câmaras Técnicas que tratam desses assuntos, além de manter canal aberto com a Diretoria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Sesu), que está revisando a legislação dos cursos. “De 17 cursos de Medicina, três fo­ram suspen­sos”, declarou, ao relatar que os próximos a serem analisados são os de Enfermagem e Odontologia. Ana Estela se comprometeu a contatar a Sesu para interceder pelas reivindicações da ABO.

Desta reunião também participaram o presidente da ABO/RJ, Paulo Murilo de Oliveira, dirigentes do CRO-RJ, diretoras da Amib e os deputados Neilton Mulim e Paes de Lira.(ZB)

Faculdades deficientes: Sen. Renato Casagrande também apoia fechamento

O fechamento de faculdades deficientes também foi defendido pelo senador Renato Casagrande (PSB-ES), com quem o presidente e o vice-presidente da ABO Nacional, respectivamente Norberto Lubiana e Luiz Roberto Craveiro Campos, reuniram-se em Brasília. Casagrande garantiu apoio na luta pela melhoria das condições de trabalho do cirurgião-dentista brasileiro. Mais de 180 cursos de Odontologia formam cerca de 15,5 mil profissionais por ano, e a luta da ABO é para que este número diminua.

 


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