ODONTO S/A
Exportação anima fabricantes nacionais
Dos 11 mil profissionais que se formam no Brasil por ano, apenas 5 mil abrem um consultório. Mas se falta comprador no mercado interno, no mercado externo tem de sobra. Por isso fabricantes brasileiros têm apostado cada vez mais no comércio exterior para aumentar ainda mais o faturamento.
“As exportações representam a cada período uma maior proporção nos resultados do faturamento integral da empresa”, reconhece o gerente de Negócios Internacionais da Clean Line, Edwaldi Naldi Neto. Com apenas cinco anos de existência, esta empresa de Taubaté (SP) estima uma meta de crescimento nos mercados interno e externo de 80% em 2005 em comparação com 2004.
Os fatores que mais influenciaram esta expansão das vendas foram as parcerias firmadas ao longo do ano com a ABO e a participação no convênio entre a Associação dos Fabricantes de Produtos Médicos Hospitalares (Abimo) e a Agência de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex). Os maiores compradores internacionais da marca são Chile e México.
Valor agregado
A Olsen, de Farroupilha (SC), aposta em equipamentos mais sofisticados para conquistar não só os CDs brasileiros como também os colegas da Europa e Oriente Médio, onde consegue vender produtos com valor agregado mais acessíveis do que as marcas locais. A estratégia da empresa foi de diferenciar a linha e “sair da vala comum” oferecendo um produto com melhor custo-benefício agregando vantagens na garantia, novas cores, cubas coloridas e translúcidas, estofamento anti-stress de massagens, e parcerias com marcas importantes”, afirma o diretor comercial, Márcio Evangelista. As exportações respondem por 50% do seu resultado financeiro. Em 2005, a marca espera obter um aumento de 20% em relação ao ano anterior, para os mercados interno e externo.
Ásia
A Gnatus, de Ribeirão Preto (SP), por exemplo, quer dobrar as exportações para a Ásia. A meta é atingir US$ 7 milhões com vendas para países como a China e Índia. As exportações para 120 países já são o destino certo para 60% das 1,2 mil unidades produzidas mensalmente. Neste ano, as vendas para fora já superaram a marca de 20% de aumento em relação ao ano anterior. A empresa já registrou faturamento de US$ 45 milhões em 2005,com participação de 35% em consultórios.
Sintonia com mercado
O desempenho da FGM, fabricante de materiais para Dentística situada em Joinville (SC), tem sido ascendente no mercado nacional. Desde 2003 cresceu 65% no mercado interno, no qual tem participação estimada de 70%. As exportações representam ainda 7,6% do faturamento integral e os maiores importadores são Venezuela, Equador, Paraguai, Peru, Colômbia, Uruguai, República Dominicana, Lituânia e Turquia.
“O crescimento da FGM é produto da ousadia empresarial e da sintonia fina com as demandas do mercado”, afirma a diretora Administrativa Bianca de Oliveira Luiz Mittelstädt.
Conjuntura desfavorável
Embora as empresas tenham apresentado aumento nas vendas externas e, em alguns casos, também internas, ainda assim transparece uma insatisfação com o cenário odontológico atual. A Cristófoli, fabricante de equipamentos de biossegurança, registrou um aumento de quase 48% no Brasil e 195% nas exportações entre 2003 e 2004. “Para o ano de 2005 traçamos uma meta bastante ousada e não estamos medindo esforços para alcançá-la. Infelizmente a conjuntura econômica não está favorável”, diz a gerente comercial e de Marketing, Ângela Cristófoli.