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Brasileiros criam vacina contra câncer
Um grupo de pesquisadores brasileiros desenvolveu uma vacina contra o câncer de pele e de rim, que mostrou uma eficácia de até 80% no combate à expansão desses tumores. O estudo, desenvolvido por 10 anos, foi realizado em conjunto pelo Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP) e o Laboratório de Patologia Cirúrgica e Molecular e o Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês.
O medicamento funciona como uma vacina individualizada, desenvolvida a partir de um fragmento do tumor do próprio paciente unido a células dendríticas sadias, e que age ativando as defesas do organismo contra o tumor. A estratégia da vacina é induzir, em médio prazo, a melhora das células dendríticas do próprio paciente, que passam a “alertar” melhor os linfócitos – responsáveis pela defesa do organismo-, para que eles reconheçam e combatam as células do câncer. Assim, a doença permanece estabilizada por um tempo.
Os estudos preliminares da vacina foram realizados com casos em que as terapias existentes já não produziam efeitos. Para alguns desses pacientes era previsto de seis a nove meses de vida, mas com a introdução do medicamento observou-se uma sobrevida de até 22 meses. Além disso, o chefe da equipe de pesquisadores, José Alexandre M. Barbuto, destaca que os pacientes tratados com a vacina tiveram uma melhora na qualidade de vida, permitindo que alguns deles retornassem às tarefas do dia-a-dia.
A nova vacina também não é tóxica, não tem contra-indicação, não provoca efeitos colaterais expressivos e ainda apresenta um custo relativamente baixo, comparada a outras técnicas conhecidas. Cada tratamento com ela necessita, em média, de quatro a sete inoculações da vacina.
Segundo Barbuto, a vacina foi desenvolvida especificamente para os cânceres de pele e de rim porque os tratamentos tradicionais para esses tumores têm pouca eficácia.
Com o nome HybriCell, a vacina só pode ser prescrita por um oncologista, que também é o responsável pela aplicação e monitoramento dos pacientes e suas respostas ao tratamento.
Mais informações: www.vancinacontraocancer.com.br