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Congresso de Brasília abraça luta pela inclusão do CD na UTI
Foi durante a realização do XIII Congresso Internacional de Odontologia do Distrito Federal (CIODF), presidido pelo prof. Orlando Airton de Toledo, que se realizaram, em paralelo à programação científica, dois eventos em que o centro das discussões se baseou na luta pela inclusão dos cirurgiões-dentistas em equipes de UTIs, e onde também foi lançado o Prêmio de Pesquisa Amib-ABO/SBPqO.

Levantamento epidemiológico em 2010 – Swedenberger Barbosa, chefe adjunto da Presidência da República, levou “o abraço fraternal e carinhoso do presidente Lula”. Ele citou o momento de crise que, por um lado, afeta o Brasil, mas ponderou que “temos adotado medidas para superar a crise, como o Plano Habitacional para um milhão de novas casas”. Barbosa destacou, ainda, “os 20 milhões de brasileiros tirados da linha de pobreza”, afirmando que não haverá retrocesso nas políticas públicas de saúde, sendo que apenas a Saúde Bucal deverá ter investimentos de R$ 3 bilhões até 2010. “Saúde bucal depende do envolvimento de todos – disse, mostrando a Cartilha de Saúde Bucal feita para os prefeitos – e, nesta etapa, é muito importante a relação com as entidades.” Encerrou suas palavras falando do novo levantamento epidemiológico a ser feito, segundo promessa de Lula, em 2010.

Ao se manifestar, o vice-governador do Distrito Federal, Paulo Otávio, citou a história da Odontologia, falando da cadeia evolutiva que já dura três séculos. “É uma ciência que trata e orienta o paciente, é curativa, preventiva e, hoje, sistêmica.”

Gargalos – O presidente da ABO Nacional prestou homenagem ao presidente dos congressos do Distrito Federal, dizendo que “Orlando Airton de Toledo merece todo o respeito por presidir um evento de sucesso, com oito mil inscritos, aos 58 anos de profissão e 78 de idade”. Em seguida, falou do trabalho da ABO em prol da sociedade, como mais saúde para a população, contra a carga tributária excessiva e preocupação com o meio ambiente. “Há gargalos na profissão, como o excesso do número de profissionais, com média de 15.500 formandos por ano. Como será daqui a 10 anos? Por isso a ABO está lutando para que se fechem as faculdades em situação precária, para acabar com o aviltamento da profissão. Vamos intensificar esta luta, iniciada em 2008” , disse. Ele também fez um relato da atuação internacional da ABO, e agradeceu a todas as Seções da entidade que têm participado de ações e do projeto de alçar a Odontologia brasileira a nível internacional.

O presidente da ABO/DF, Wesley Borba Toledo, defendeu, na sessão de abertura, a política de Saúde Bucal integrada às demais políticas de Saúde, com direito universal para a população.


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