SAÚDE BUCAL
Selou, está novo

CD Paulo Floriano Kramer
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A extinção. Pela ótica da Odontologia de Mínima Intervenção, a capacidade de cicatrização do esmalte dispensa a remoção de tecido. Quando a lesão atinge a camada externa da dentina mais próxima da parte oclusal, faz-se uma profilaxia, lava-se, seca e é realizado um condicionamento com ácido fosfórico. Depois, é aplicado material resinoso ou ionômero de vidro, que libera flúor. "Desde a década de 70 se fala em selamento de cárie em dentes permanentes", diz Imparato.
Na década de 90, uma equipe liderada por EJ Mertz-Fairhurst fez acompanhamento de 10 anos de selamento de cárie em dentina de dentes permanentes. Observaram apenas 14% de falha. O estudo repercutiu no Brasil e no final da mesma década Imparato publicou uma nota prévia sobre a possibilidade de parar a lesão em dentina usando cariostático e selante em dentes decíduos. Atualmente, três pesquisas estão sendo desenvolvidas pelas mestrandas Susy Urukawa, na São Leopoldo Mandic, e Mariana Baffi Pellegrinetti,em Araras, e pela aluna de iniciação cientítica da FO/USP, Daniela Hesse, sobre selamento de cárie em dentina de dentes decíduos. |
Um dos primeiros trabalhos do mundo sobre selamento em dentina de dente decíduo foi provavelmente o do coordenador de graduação e pós-graduação em Odontopediatria da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), Paulo Floriani Kramer, publicado em 2003. Pensando no uso em saúde coletiva, não fez isolamento absoluto. Só realizou a profilaxia, lavou, secou, condicionou com ácido e vedou com selante resinoso. Não houve progressão das lesões nos dois anos seguintes.
No artigo, ele conclui que nem sempre o tratamento invasivo e restaurador é a melhor opção para curar a lesão cariosa, mesmo cavitada e com envolvimento da dentina. Segundo ele, a Mínima Intervenção (MI) caminha a passos lentos no Brasil, mas ele já detecta mudanças de conduta e abordagem. Na Ulbra, a MI já foi introduzida no currículo, por exemplo. Para Kramer, a lentidão também interessa às empresas do setor odontológico, que vivem da venda de materiais restauradores e que podem não ver com bons olhos a descontinuação do uso destes produtos.
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