CARREIRA
Odontologia zen
Conceitos da Medicina Psicossomática e Comportamental levam diferencial para a prática clínica
Foi um livro escrito por Jacy Montenegro que direcionou para a hipnose o cirurgião-dentista Marcos Rogério Gesuele Elias. Após a leitura, ele fez o curso de formação em hipnose e começou a utilizar as técnicas no consultório. Alguns anos depois, ingressou em um curso de Medicina Psicossomática e integrou a equipe de trabalhos da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática (ABMP/SP). Hoje ele é especialista em Medicina Com portamental com ênfase em hipnose e Medicina Psicossomática.
A Medicina Psicossomática estuda os fatores biopsicossociais envolvidos na doença e a relação entre o profissional de saúde e o paciente. Já a Medicina Comportamental é uma subdivisão focada nos fatores psicológicos que influenciam os sintomas físicos. São campos de atuação pouco conhecidos entre os CDs, com literatura escassa aplicada à Odontologia. Por isso mesmo estão surgindo muitas oportunidades para os cirurgiões-dentistas que praticam esta filosofia de atendimento.
"Diariamente, atendemos uma infinidade de casos de pacientes que relatam o problema, mas desconhecem a razão emocional que o está causando", explica Elias, que encontrou no comportamentalismo a satisfação profissional. "Posso dizer que realizei meu sonho de levar a 'cura' ao meu paciente. Melhor do que isso é o olhar de agradecimento e muitas vezes as palavras carinhosas que recebemos por ter colaborado com o processo que resultou no conforto e restabelecimento da saúde daquela pessoa", afirma.
Além dos conhecimentos odontológicos, para o exercício da Medicina Psicossomática são necessários cursos de especialização e de atualização, supervisionados por profissionais de saúde regulamentados e ministrados por associações e instituições ligadas às terapias alternativas. O objetivo destes cursos e capacitar profissionais dentro de uma abordagem multidisciplinar.
A rotina de atendimento do cirurgião-dentista que atua na área comportamental não se diferencia muito da rotina de um consultório normal. No caso de Elias, as consultas ocupam um período de uma hora a uma hora e meia, ocorrem com a freqüência de duas vezes por semana e o tratamento inclui também procedimentos clínicos comuns além da abordagem comportamental.
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