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CARREIRA
Saúde Coletiva

A inserção das ESBs no Programa Saúde da Família e no Brasil Sorridente colocou os especialistas em saúde bucal em evidência

Quando se formou em 1996, o especialista e mestre em Saúde Coletiva pela Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (FOB-USP) e coordenador do curso de especialização em Saúde Coletiva da ABO/SP, Fabiano Vieira Vilhena, percebeu a dificuldade de se estabelecer como cirurgião-dentista clínico.

Foi assim que ele começou a desenvolver programas de prevenção em escolas particulares. Em 1997, foi convidado a assumir a coordenação de saúde bucal do município de General Carneiro (MT). Lá, ele sentiu na pele o quanto é necessário conhecer a saúde coletiva para atuar e depois começou a se especializar na área.

A mudança da clínica formal para a saúde coletiva não foi fácil. Mas quando notou que as oportunidades eram muitas e que poderia desenvolver uma Odontologia diferenciada, atuando na causa dos problemas e não nas conseqüências, acreditou que estava no caminho certo.

A Saúde Coletiva é um campo vasto. O profissional especializado pode atuar no setor público nas três esferas de governo - municípios, estados e governo federal - e também no setor privado, que representa um grande mercado em potencial.

"Atualmente existe uma grande necessidade de profissionais nesta área", declara Vilhena. Os concursos públicos para o Sistema Único de Saúde (SUS) e universidades são algumas das oportunidades apontadas pelo especialista. Também merecem destaque os convênios particulares, que contratam gestores com a formação em Saúde Coletiva , o mercado de serviços de consul­toria especializada, e o próprio setor industrial (desenvolvimento de insumos estratégicos para a prática da saúde coletiva).

O aporte de recursos para a saúde bucal proporcionado pelo Brasil Sorridente fomentou a área de saúde bucal, com a inserção de mais profissionais na estratégia do Programa Saúde da Família, abertura de Centros de Especialidades Odontológicas e Laboratórios de Prótese. A continuidade do programa vai depender das urnas. Mas, para Vilhena, independente dos rumos que a política tomar, os cirurgiões-dentistas já conquistaram seu espaço na agenda da saúde pública. Segundo ele, o momento é favorável não apenas pelo cenário político, mas pelo aumento da tecnologia, do conhecimento e da informação. "O SUS tem apenas 18 anos, ou seja, tem muito ainda o que fazer", argumenta. "Cabe a nós que já acreditamos e atuamos na área, despertar o interesse para a formação de mais profissionais interessados."

Empreendedorismo


CD Fabiano Vilhena: visão de negócio

Vilhena faz parte da equipe que coordena os cursos de Especialização em Saúde Coletiva. Também é doutorando da FOB-USP na área de Biologia Oral, onde desenvolve uma pesquisa para avaliar a capacidade preventiva de uma nova formulação de dentifrício líquido em relação à cárie dentaria. Além disso, sua dissertação de mestrado foi aceita na Incubadora de Negócios da Prefeitura de São José dos Campos (SP).

Ele desenvolveu um kit para higiene bucal, e o estudo foi finalista do Prêmio de Incentivo à Ciência e Tecnologia para o SUS - 2005, promovido pelo Ministério da Saúde em Parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia.

A Incubadora de Negócios ampliou seus horizontes e acentuou sua faceta empreendedora. "Passei a ter uma visão de negócio, enxergando metas, objetivos e tendo todo o suporte técnico, administrativo e financeiro ao meu alcance", explica.

 

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