Para ele, esta atuação do CD era, e em muitos casos ainda é, conseqüência do treinamento prático que recebe nos dois primeiros anos de curso e que enfoca, principalmente, o desenvolvimento de habilidades "na arte de fazer buracos em dentes". E ele completa: "São buracos tão perfeitos e extensos que não oferecem mais condições da doença recorrer ali. Assim, o profissional torna-se o mestre da doença, pois essa rotina de estudos práticos faz com que, no futuro, ao atender o seu primeiro paciente, ele esteja ansioso para fazer extração ou buraco, e não evitá-los e promover saúde".
A mudança de foco na formação dos cirurgiões-dentistas, voltada mais à promoção de saúde, consequentemente vai contribuir para a prevenção de doenças e para a manutenção do bem-estar do indivíduo ao longo de sua vida. "O capital dentário é finito, não se renova. Quando removemos um pedaço do dente, não podemos fazer crescer esse pedaço novamente, por isso não podemos perder substância dentária", finaliza. |