Geneticista Mayana Zatz, que faz uso de material retirado da polpa dentária em suas pesquisas com células-tronco, aposta no uso da bioengenharia na Odontologia
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Os dentes têm papel fundamental nas pesquisas com células-tronco, já que a polpa dentária contém células-tronco adultas pluripotentes, semelhantes às da medula óssea, com grande capacidade de proliferação e de se diferenciar em tecidos semelhantes ao adiposo e nervoso. "Material genético de fácil acesso que pode salvar vidas", enfatiza a geneticista Mayana Zatz, professora titular do Departamento de Biologia do Instituto de Biociências da USP e pró-reitora de pesquisa da universidade, que faz uso de células-tronco da polpa dentária em suas pesquisas. |
Mayana é reconhecida defensora da liberação no Brasil do uso científico de células-tronco embrionárias, capazes de se diferenciar em quase todos os tecidos humanos. "Enquanto isso, em colaboração com vários grupos, estamos pesquisando células-tronco adultas retiradas de tecido adiposo, cordão umbilical e polpa dentária com resultados muito promissores", comemora.
Para a geneticista, não tarda até que a pesquisa com células-tronco faça o caminho oposto e, em vez de se beneficiar de material da polpa dentária, proporcione a formação de novos dentes. "Talvez a ciência não evolua tão rápido quanto gostaríamos, mas acredito que num futuro próximo será possível, num consultório odontológico, extrair algumas células de dentes de pacientes para, utilizando engenharia genética, dar-lhes dentes novos", sugere. Segundo Mayana, a bioengenharia também pode ter relevante papel em terapias endodônticas e periodontais. |