Correndo para acompanhar as evoluções e mudanças da Odontologia, do mercado e da sociedade em geral. É assim que as empresas brasileiras, ou que atuam no Brasil, de equipamentos e materiais odontológicos estão fazendo para se manterem competitivas, atuais e atenderem às demandas dos consumidores. “A indústria teve que se adaptar às novas tecnologias, ao aumento do acesso à informação e ao alto nível de exigência. Hoje é indispensável investir em pesquisa e parcerias com renomadas instituições, para obter respaldo no processo de criação e validação de um novo produto no mercado. Também investimos em certificações de qualidade”, avalia Gustavo de Araceli Barbosa, gestor de Marketing da 100% brasileira Gnatus Equipamentos Médico-odontológicos.
A Dabi Atlante, fabricante brasileira de equipamentos odontológicos e, a partir de 2010, de implantes dentários, também está sempre de olho nas mudanças mais atuais em vários aspectos para adaptá-las à sua produção. Segundo José Miranda da Cruz Neto, diretor superintendente da empresa, algumas tendências observadas na última década foram: o envelhecimento da população, aumento da participação feminina na profissão, mais conforto para o paciente permanecer na cadeira odontológica, prevenção e biossegurança. “Assim, trabalhamos sobre essas tendências antes de definir nosso programa de pesquisa e desenvolvimento.”
Outra exigência do mercado, principalmente quando se trata de um país em desenvolvimento como o Brasil, é o preço, fator que pesa na hora da concorrência. “Para a indústria existe a concorrência ‘alternativa', baseada em cópias e posicionada estritamente com preços baixos e excessos de marketing. Isso resulta em um ambiente difuso para as tomadas de decisão em busca da excelência e sucesso dos tratamentos”, diz Fábio Giannini, presidente da Exopro, empresa fundada na Suécia e com sede no Brasil e que fabrica, comercializa e detém as patentes dos implantes e componentes protéticos da marca P-I Brånemark Philosophy.
Neste ponto, Gustavo Barbosa, da Gnatus, também acredita na consciência e capacidade do profissional de analisar e escolher que produto usar. “O cirurgião-dentista deve considerar fatores como qualidade, pós-venda, todo o investimento por trás daquele produto e seu custo-benefício.”
Conhecer melhor o profissional e outras questões ligadas à Odontologia também interessa e cabe aos fabricantes. “Acompanhamos as discussões acerca do número de profissionais e da queda da renda dos cirurgiões-dentistas, mas sempre acreditamos que um período sucessivo de taxas positivas de crescimento econômico promoveriam a recuperação rápida da classe odontológica no País”, diz José Miranda. O executivo da Dabi Atlante ainda coloca que a empresa procura conhecer melhor estatisticamente o cirurgião-dentista e realiza ou encomenda estudo a respeito. Algumas informações levantadas são: número de profissionais ativos, número de alunos, especializações, horas de dedicação ao consultório e aos estudos, entre outros. |