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12 de Outubro - Dia das Crianças

Saúde bucal: um presente para a vida toda
* Temos fontes para entrevista e fotos em alta de crianças e jovens nas diversas faixas etárias. Contate-nos caso interesse. 

R.78.08  
18.09.08 
DF/MTb: 49.614

A Associação Brasileira de Odontologia (ABO) alerta que a saúde bucal do
adulto está intimamente ligada aos hábitos praticados na infância, e os pais têm papel fundamental nisso desde a gestação

Celebrar a infância é mais do que dar presentes – é garantir que a criança tenha possibilidade de crescer saudável e com oportunidade de exercer seus potenciais de forma plena. Para tanto, bons hábitos devem ser estimulados desde cedo, e a atenção à saúde bucal não pode ser negligenciada.

Saúde bucal antes de nascer – Segundo os especialistas, o presente “saúde bucal” já deve começar a ser dado na gestação. “Os dentinhos de leite começam a se formar na sexta semana de gravidez”, explica a consultora da ABO em

 odontopediatria Silvia Chedid. A especialista enumera alguns cuidados que a mãe deve ter para assegurar uma boa formação da dentição da criança: evitar álcool e outras drogas; preparar os seios para a amamentação, fundamental não só por causa dos aspectos afetivo e nutricional, mas também para o exercício muscular e prevenção de problemas na oclusão (mordida); e ter alimentação balanceada. O cuidado na alimentação da mãe é importante, também, no direcionamento dos hábitos alimentares do filho, que tem seu paladar formado a partir do quarto mês de vida intra-uterina.

 

A saúde bucal da mãe também precisa de cuidados durante a gravidez. “Vários procedimentos precisam ser realizados, em visitas freqüentes ao dentista, da profilaxia à aplicação de flúor e tratamento de irritações, para que a mãe receba seu filho com a saúde em dia, o que certamente vai exercer influência na saúde da criança”, orienta Silvia Chedid.

Sem dentes, mas com saúde – O bebê já nasceu, mas os dentes ainda não. Mesmo nessa fase, a higiene oral não pode ser negligenciada. Antes da erupção dos primeiros dentes, a limpeza da boca deve ser feita com algodão ou gaze embebida em água filtrada ou fervida, sempre após as mamadas. O procedimento deve ser seguido até que comecem a nascer os primeiros dentes. A partir daí, inicia-se a escovação, quando devem ser usadas escovas especiais para crianças, pequenas e macias, com a ajuda dos pais e orientação do odontopediatra. A partir dos sete/oito anos, a criança já consegue fazer a escovação sozinha, mas ainda com a supervisão dos adultos. “Seja em que fase for, os pais podem fazer sua higiene bucal na frente da criança, para que ela entenda que este é um procedimento comum e procure aprender imitando”, aconselha Silvia Chedid.

Nessa fase também é preciso cuidado com o creme dental, pois a criança tende a engoli-lo durante a escovação, e a ingestão excessiva de flúor pode causar fluorose, que são manchas nos dentes. Por isso, é preciso usar quantidades mínimas de creme, ou optar por produtos com menores concentrações de flúor ou livres da substância.

Dentes de leite nascendo Quando começam a nascer os dentes de leite, as crianças tendem a ficar irritadas, com coceira na gengiva e até febre. Nestes casos, não é recomendável usar pomadas ou outras substâncias anestésicas, pois elas podem causar alergia. Segundo os especialistas, o indicado é dar os tradicionais mordedores à criança, para aliviar a coceira.

Mesmo quando ainda alimentados apenas com leite materno, os bebês não estão imunes à cárie. A lactose – o açúcar do leite – alimenta as bactérias da boca, que, com o tempo, crescem, formam a placa bacteriana e destroem os tecidos duros dos dentes, o que caracteriza a doença. A recomendação dos especialistas é de escovar os primeiros dentes do bebê, que praticamente não aparecem.

Dentes de leite caindo – O natural é que o dente de leite caia sozinho, mas, se ele já estiver mole, ajudá-lo a cair é válido. O sangramento deve ser estancado comprimindo a área com gaze ou algodão umedecido por água fria. Caso demore muito para o dente cair, o dentista deve ser procurado. “Isso pode atrapalhar a erupção do permanente e causar problemas ortodônticos”, alerta a odontopediatra Silvia Chedid. A consultora da ABO completa que não há idade certa para os dentes caírem. “O importante é a seqüência de erupção dos dentes permanentes. Com visitas periódicas, o odontopediatra pode avaliar se a troca dos dentes está correta e se há necessidade de extrações.”

Atenção especial ao adolescente – Enquanto os dentes de leite dão lugar aos definitivos, muita coisa também está mudando no corpo da criança além da boca. A odontologia tem uma área específica para o paciente adolescente, a odontohebiatria, que possui práticas e linguagem próprias para a fase.

O odontohebiatra também está preparado para reconhecer sinais de comportamentos de risco típicos da adolescência na boca, como o uso de drogas e transtornos alimentares como a bulimia, e pode ser um grande aliado da família na resolução desses problemas.

Outras áreas da odontologia também podem passar a fazer parte do rol de cuidados com a saúde bucal com o crescimento da criança, como a ortodontia. O uso de aparelho ortodôntico já deixou de ser exclusividade de crianças e adolescentes, sendo adotado por pessoas de todas as idades, mas, quanto mais cedo problemas de oclusão forem tratados, melhor. Estas e outras soluções podem ser conversadas com o odontopediatra, que cuida da saúde bucal de pacientes de até 18 anos de idade.



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