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Odontologia nas UTIs para salvar vidas
R.29.08 05.06.08 DF/MTb: 49.614

Projeto de lei que torna obrigatória a presença do dentista nas equipes multiprofissionais da UTI acumula apoios entre profissionais da saúde, inclusive da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), e representantes do poder público. Associação Brasileira de Odontologia (ABO) embasou o projeto e está à frente da cruzada pela aprovação do PL, que vai beneficiar com saúde bucal e integral os pacientes internados nas UTIs

Diminuir o tempo das internações, reduzir custos hospitalares e evitar a mortalidade nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Estes resultados podem ser alcançados com maior eficácia prestando-se a devida assistência à saúde bucal dos pacientes críticos, mas esse serviço tem sido negligenciado pela ausência de dentistas na grande maioria dos hospitais brasileiros. Para pôr fim a esta realidade, tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 2776/08, que torna obrigatória a presença do profissional nas equipes das UTIs, incluindo o atendimento odontológico nos cuidados aos pacientes. O PL foi embasado pela ABO.

A ABO defende veementemente a proposta, inspirada por reportagem da Revista ABO Nacional, por considerar que a falta de atendimento odontológico nas UTIs contribui para a proliferação de bactérias e fungos mais fortes nem sempre comuns ao meio bucal. Além de causar problemas bucais, estes microrganismos podem facilitar outras infecções e doenças sistêmicas, principalmente as respiratórias, já que eles são aspirados e chegam ao pulmão. Assim, não só a boca do paciente é prejudicada, mas também sua saúde geral e sua recuperação – um prejuízo injustificável levando-se em consideração, ainda, que o cuidado com a saúde bucal é um serviço barato, pois costuma envolver processos simples e rápidos.

Base científica - O presidente nacional da ABO, Norberto Francisco Lubiana, evoca a ciência para explicar a importância da inserção do dentista nas equipes das UTIs: “Dezenas de livros e milhares de artigos cientificamente conduzidos em conjunto por cirurgiões-dentistas e médicos, ou ainda por profissionais de áreas afins, confirmam estes fatos”. Lubiana chama a atenção, ainda, para a economia que a medida proporcionaria à saúde pública brasileira, “racionalizando o uso de medicamentos, reduzindo os custos com exames complementares, melhorando e envolvendo toda a equipe da UTI em um trabalho multiprofissional integrado, como bem indicam as diretrizes do Sistema único de Saúde (SUS), melhorando a assistência ao paciente e salvando mais vidas”.

Medicina Intensiva apóia – O PL 2776/08 vem acumulando apoios entre representantes do poder público e dos profissionais da saúde. Em reunião com o presidente nacional da ABO, na manhã de ontem (5), o presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), Álvaro Réa-Neto, destacou a importância da multidisciplinaridade no atendimento do paciente crítico e disse que a entidade apóia a presença do cirurgião-dentista nas equipes das UTIs.

Poucas semanas antes, no dia 15 de maio, em audiência pública realizada na Câmara, cirurgiões-dentistas e parlamentares discutiram os benefícios que o trato odontológico pode trazer aos pacientes das UTIs. Além do autor do PL, participaram da audiência o vice-presidente da ABO, Luiz Roberto Craveiro Campos, as cirurgiãs-dentistas entrevistadas pela reportagem da Revista ABO Nacional, Teresa Márcia Nascimento Moraes e Maria Christina Brunetti, representantes do Ministério da Saúde e outros interessados no assunto.

Na ocasião, foram apresentadas cartas de apoio ao projeto, enviadas por entidades e profissionais da saúde que reconhecem a necessidade do dentista nas equipes dos hospitais. Antes, o vice-presidente José Alencar, sensibilizado pela causa, encaminhou ofício aos ministros da Saúde, Casa Civil, Educação e Relações Institucionais, aos presidentes da Câmara e do Senado e a todos os líderes partidários do Congresso Nacional solicitando especial atenção para o assunto.

O projeto 2776/08 tramita na Comissão de Seguridade Social e Família, com o deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG) como relator, e depois segue para a de Constituição e Justiça e de Cidadania, sendo apreciado em caráter conclusivo – ou seja, não irá para votação em plenário, o que deve agilizar seu andamento.

 

Odontologia nas UTIs para salvar vidas

R.23.08
27.05.08
DF/MTb: 49.614

Para ajudar a salvar as mais de 200 mil vidas às quais, segundo o Ministério da Saúde, o tabagismo põe fim anualmente no Brasil, a Associação Brasileira de Odontologia (ABO Nacional) emprega a força dos mais de 219 mil cirurgiões-dentistas brasileiros representados pela entidade às campanhas nacionais de combate ao fumo. Esses esforços se intensificam com a proximidade do Dia Mundial sem Tabaco, celebrado no próximo sábado (31/5), com a distribuição de milhares de cartazes pelas 320 células que compõem a Rede ABO, enfatizando a mensagem contra o tabagismo.

A ação fortalece o selo antitabagismo que a ABO criou no ano passado, seguindo as diretrizes estabelecidas pela Federação Dentária Internacional (FDI) para implementação de medidas que acabem com o fumo em ambientes fechados. Nesse sentido, a ABO já declarou livre de fumaça sua sede administrativa e incentiva toda a sua Rede a adotar a mesma medida, bem como nos congressos que realiza anualmente e que envolvem cerca de 50 mil profissionais em todo o Brasil.

A atenção ao assunto é de extremo interesse público, levando-se em consideração que, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são esperados mais de 460 mil novos casos de câncer no Brasil em 2008, sendo que o fumo é um dos principais fatores de risco para a doença. A ABO tem fontes capacitadas para falar sobre o assunto em todo o Brasil.

Tabaco como fator de risco

Fatores de risco - Os principais fatores de risco são idade superior a 40 anos, vício de fumar cachimbos e cigarros, consumo de álcool, má higiene bucal e uso de próteses dentárias mal-ajustadas. Entre outros malefícios provocados na cavidade oral, o fumo destrói as enzimas da saliva que combatem substâncias prejudiciais. Isto torna a saliva uma mistura corrosiva de compostos químicos do tabaco na boca, facilitando o surgimento de células cancerígenas. Quem fuma 30 cigarros/dia já pode apresentar lesão pré-maligna.
 


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