A Associação Brasileira de Odontologia (ABO)
orienta: cuidados com a saúde bucal da mãe
e do bebê durante a gestação podem
fazer a diferença por toda a vida
Para que o Dia das Mães, celebrado no segundo domingo
de maio (11/5), seja comemorado por mães e filhos
com qualidade de vida, é importante que a saúde
bucal de ambos não seja negligenciada, inclusive
durante a gestação. Afinal, os rumos da saúde
começam a ser definidos cedo, na gravidez, e pela
boca da mãe.
Dentistas para mãe e filho – Conjunto de ações preventivas
que a futura mamãe deve implementar para a manutenção
da sua saúde bucal e da do bebê, o pré-natal odontológico
costuma ser realizado por dois cirurgiões-dentistas: um odontopediatra,
responsável pelas orientações quanto aos cuidados com
a saúde da criança, e um clínico, que vai atender a mãe
e o núcleo familiar.
A cirurgiã-dentista Silvia Chedid, consultora da ABO em Odontopediatria,
enfatiza que a gravidez não pode ser impedimento para que a mulher cuide
de sua saúde bucal. “Gravidez não é doença,
e, apesar dos cuidados que se deve ter no atendimento odontológico a
grávidas, como a atenção ao tempo que a mulher passa sentada
na cadeira, não há restrições quanto a tratamentos”,
explica. Ainda segundo a odontopediatra, alterações hormonais
típicas da gravidez deixam as gengivas mais suscetíveis a problemas
nos vasos capilares e nos tecidos, o que deve aumentar a atenção. “Soma-se
a isso a dedicação da mãe ao bebê em detrimento
de sua própria saúde. Durante a gravidez, muitas mulheres descuidam,
por exemplo, da higienização oral, o que é um grande erro,
porque, além de prejudicar a sua própria saúde, os problemas
decorrentes disso podem afetar a criança. Uma infecção
na boca pode se espalhar e prejudicar o bebê”, alerta Silvia.
Saúde bucal começa na barriga – Sob forte influência
dos hábitos da mãe, o bebê ainda em gestação
também precisa de acompanhamento odontológico, e não há profissional
mais indicado para isso do que o odontopediatra. “A primeira visita ao
dentista deve ser ainda na barriga da mãe”, diz Silvia Chedid.
Na visita, o odontopediatra orienta a mulher quanto à interação
dos seus hábitos com a formação do bebê. No quarto
mês de gestação, por exemplo, começam a se formar
as papilas gustativas da criança, e a alimentação da mãe
nesse período terá grande influência na predisposição
do filho a determinados tipos de alimento. “Por isso, deve-se ter cuidado
com a ingestão de doces durante a gravidez, entre outras coisas”.
Ao nascer, a criança precisa voltar ao dentista – desta vez, para
que as condições da formação da boca sejam avaliadas.
Se o único alimento do bebê é o leite materno, não
há necessidade de higienização oral. “A borra que
o leite forma na boca da criança é importante para o desenvolvimento
de imunidades”, explica Silvia. Caso seja utilizada mamadeira ou outros
artifícios, a higiene oral deve ser feita com gaze ou algodão.
A próxima visita ao consultório odontológico deve acontecer
quando o primeiro dente nascer, para que novas orientações sejam
dadas. “A partir desse momento, a higienização oral precisa
ser feita, e há vários métodos para isso. O mais aconselhável é o
uso de escovas específicas para o bebê, para já estimular
o hábito da escovação. Como não há controle
da ingestão de creme dental nessa idade, devem-se utilizar aqueles que
tenham quantidades mínimas de flúor”, aconselha a odontopediatra.
A partir daí, os especialistas recomendam que mãe e filho visitem
o dentista semestralmente, garantindo melhor saúde bucal e sorrisos
por vários Dias das Mães, ou seja, para toda a vida.
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