A
simples higiene da boca dos pacientes das UTIs não
só mantém seu bem-estar e saúde
bucal, como ainda previne infecções mais
sérias que podem piorar seu quadro geral de
saúde e prejudicar a recuperação.
Projeto de lei que obriga a inclusão de dentistas
nas equipes das UTIs será debatido em audiência
pública na Câmara, na próxima quinta-feira
(15/5)
A inclusão do cirurgião-dentista
nas equipes multiprofissionais das Unidades de Terapia
Intensiva (UTIs), medida simples e barata que pode salvar
vidas, ajudar na recuperação do paciente
e é negligenciada por muitos hospitais brasileiros – tanto
públicos como particulares -, está próxima
de se tornar obrigatória. O próximo passo
rumo a essa conquista da sociedade será dado nesta
quinta-feira (15/5), em audiência pública
na Câmara que vai discutir o Projeto de Lei 2776,
que inclui o atendimento odontológico nos cuidados
aos pacientes das UTIs.
A falta de atendimento odontológico nas UTIs, associada às condições
próprias de pacientes nessa situação, contribui para a
proliferação de bactérias e fungos mais fortes nem sempre
comuns ao meio bucal. Além de causar problemas bucais, esses microrganismos
podem facilitar outras infecções e doenças sistêmicas,
principalmente as respiratórias, já que eles são aspirados
e chegam ao pulmão. Assim, não só o bem-estar e a boca
do paciente são prejudicados, mas também sua saúde geral
e sua recuperação.
Outro ponto muito importante é que o cuidado com a saúde bucal
do internado é um serviço barato, pois geralmente envolve processos
simples e rápidos, e ainda evita gastos maiores do hospital com o paciente
ao prevenir infecções hospitalares e diminuir seu tempo de internação.
Pela lei - De autoria do deputado Neilton Mulim (PR-RJ),
o projeto de lei que obriga a atuação do dentista nas UTIs
foi embasado pela reportagem A Odontologia Chega à UTI, publicada
em 2007 na Revista ABO Nacional, da Associação Brasileira de
Odontologia, que chegou às mãos do parlamentar e chamou a atenção
dele para a importância do assunto.
O PL 2776 tramita na Comissão de Seguridade Social e Família,
com o deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG) como relator, e depois seguirá para
a de Constituição e Justiça e de Cidadania, sendo apreciado
em caráter conclusivo – ou seja, não irá para votação
em plenário, o que deve agilizar seu andamento.
Além do autor do projeto, vão participar da audiência pública
sobre o assunto, como debatedoras, as cirurgiãs-dentistas Teresa Márcia
Nascimento Moraes, coordenadora do Departamento de Odontologia da Santa Casa
de Misericórdia de Barretos (SP), e Maria Christina Brunetti, periodontista
e doutora em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo
(USP), entrevistadas pela reportagem da Revista ABO Nacional. O debate acontece
a partir das 9h30, no Plenário 7 da Câmara. |
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