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Carnaval 2009
Folião com saúde bucal se diverte mais
Sexo sem proteção, drogas e excessos podem estragar a festa

R. 6.09
10/02/2009   
DF/MTb: 49.614

A maratona do carnaval exige cuidados especiais com a saúde, e a boca tem papel fundamental na manutenção do bem-estar do organismo durante a folia e ao longo de toda a vida

O carnaval está intimamente relacionado a alegria, mas também a excessos. Para que nada atrapalhe seu sorriso durante a folia, a Associação Brasileira de Odontologia (ABO) recomenda não descuidar da saúde bucal, importante para a saúde de todo o corpo.

Incidência da doença do beijo aumenta no carnaval – Cerca de dois bilhões de bactérias habitam uma única gota de saliva. Além delas, um vírus, o Epstein-Barr, que causa a mononucleose infecciosa, precisa apenas do contato direto da mucosa com a saliva contaminada para ser transmitido – nada que um bom “beijo de língua” não resolva. “Não é à toa que a mononucleose infecciosa é conhecida como a doença do beijo”, lembra a estomatologista Maria Carméli Sampaio, consultora da ABO, que diz que o aumento da incidência da doença após o carnaval é notório nas clínicas de infectologia e nos consultórios odontológicos.

A doença do beijo é caracterizada por mal-estar, febre, dor de cabeça e de garganta, aumento de gânglios, ínguas no pescoço e inflamação leve e transitória do fígado (hepatite). Para evitar todos esses problemas, Carméli sugere uma vida sem excessos. “Como se trata de um vírus, é importante que o indivíduo não tenha baixa resistência imunológica, alimente-se e durma bem, consuma complementos vitamínicos e outros”, destaca a estomatologista. Segundo a especialista, o mesmo vale para outras doenças que podem ser transmitidas pelo beijo, como tuberculose, hepatite e sífilis. “Uma higienização oral freqüente ajuda a evitar outros problemas, como a transmissão de cárie, que também se aproveita da troca de salivas”, completa.

Sexo oral e DSTs: mais intimidade, mais riscos – Se o beijo pode ser uma via de transmissão de doenças, o sexo oral , por envolver contatos mais íntimos entre os organismos envolvidos, é uma via expressa, deixando o corpo à mercê de uma série de riscos. O cirurgião-dentista é capacitado para diagnosticar doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) na cavidade bucal, prestando os primeiros esclarecimentos e encaminhando o paciente ao tratamento adequado.

Segundo Maria Carméli Sampaio, uma das DSTs de maior incidência após o carnaval é o condiloma acuminado, conhecido como crista de galo, lesão na esfera genital causada pelo Papilomavirus Humano (HPV). “É importante que o sexo oral também seja praticado com camisinha, porque os riscos de contágio dessa doença são grandes”, aconselha a especialista.

Outras doenças que podem ser mais facilmente transmitidas por via oral são a gonorréia, caracterizada por vermelhão, ardência e prurido na mucosa, e a sífilis, ferida indolor no lábio ou língua . Além dos cuidados antes – selecionando bem o parceiro – e durante – usando preservativo –, é importante não descuidar depois . A visita regular ao cirurgião-dentista pode ser decisiva por facilitar o diagnóstico precoce de diversas doenças relacionadas à cavidade bucal.

Drogas e saúde bucal não combinam – O abuso de álcool e outras drogas também se reflete na boca. “A mucosa bucal é uma ótima via de aplicação de medicamentos. Muitos deles são colocados sob a língua. O mesmo vale para o álcool, que causa descamação mais intensa da mucosa. O risco de queimaduras é grande”, alerta a estomatologista Maria Carméli Sampaio. Ainda segundo a consultora da ABO, o efeito solubilizante do álcool aumenta a permeabilidade das células da mucosa aos agentes carcinogênicos.

O consumo de outras drogas pode ser igualmente prejudicial. As inalantes (lança-perfume, éter, clorofórmio) , bastante populares no carnaval, além de perda de consciência e morte por parada cardíaca ou respiratória, podem causar queimaduras na boca, sensibilidade dentinária e maior probabilidade de problema periodontal.

Outra grande campeã de público no carnaval é a cocaína, especialmente entre os jovens. Em pesquisa realizada pelo Hospital das Clínicas em São Paulo com pacientes adolescentes internos, a cocaína, que provoca sensação de dinamismo e potência, é a segunda droga mais consumida, perdendo apenas para a maconha. “Além de todos os outros problemas mais conhecidos, o uso da cocaína pode causar erosão nos colos cervicais dos dentes, maior formação de cálculo, ressecamento da mucosa da cavidade bucal e maior incidência de descamação gengival ”, especifica Maria Carméli.


O que é a ABO – Entidade sem fins lucrativos dedicada à defesa da classe odontológica e da saúde bucal da população brasileira, a Associação Brasileira de Odontologia (ABO) congrega 321 células em todo o País, sendo 27 Seções (em todos os Estados brasileiros) e 294 Regionais, com 85 Escolas de Educação Continuada e 1.500 consultórios odontológicos instalados. Nestes espaços, são oferecidos atendimentos à população, gratuitos ou a preços de custo de materiais.

A entidade realiza cerca de 10 congressos por ano, em vários Estados brasileiros, reunindo mais de 50 mil participantes nestes eventos. É, também, a maior associação da Federação Dentária Internacional (FDI). Um brasileiro, o carioca Roberto Vianna, da Diretoria da ABO, é o presidente eleito da FDI e toma posse em setembro deste ano, no Congresso Mundial de Cingapura. Em 2010, o Congresso Mundial da FDI será realizado, também em setembro, em Salvador (BA), trazendo cerca de 15 mil cirurgiões-dentistas ao Brasil durante o evento.

A ABO é presidida nacionalmente pelo cirurgião-dentista capixaba Norberto Francisco Lubiana, que é também conselheiro da FDI.


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