Para conscientizar a população sobre a importância do aleitamento materno e apoiar ações que o promovam, a Associação Brasileira de Odontologia criou a campanha ABO Amiga do Peito
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Além de via de mão dupla entre o mundo exterior e nosso organismo, a boca é a intermediária de uma das mais importantes interações entre mãe e filho, ainda nos primeiros momentos dessa relação tão especial: a amamentação. Assim, mãe e filho têm no cirurgião-dentista, profissional à frente dos conjuntos de cuidados interdisciplinares com a saúde bucal, um importante aliado. Com a proximidade do Dia das Mães, a Associação Brasileira de Odontologia (ABO), que representa os mais de 220 mil cirurgiões-dentistas brasileiros, chama a atenção para a importância desses cuidados no desenvolvimento orofacial da criança e na saúde de todo o organismo. |
Alguns dos primeiros contatos do bebê com o mundo exterior são feitos com a boca, e o aleitamento materno é o que mais vai se fazer sentir durante toda a sua vida. Além de oferecer todos os nutrientes de que o bebê necessita para crescer saudável, a amamentação é um verdadeiro exercício físico, podendo ser considerada nossa primeira academia de ginástica. Enquanto realiza o movimento instintivo da sucção, o bebê está exercitando sua ossatura e sua musculatura labial . O movimento de “ordenha” faz com que a maxila e a mandíbula sejam estimuladas a crescer de forma harmônica, e a amamentação, por fazer com que a criança respire pelo nariz, é importantíssima para a harmonia do desenvolvimento facial e da deglutição, além de prevenir problemas nas vias aéreas.
Peito x mamadeira – Mamar no peito não é uma tarefa fácil para o bebê. Além de sugar, o bebê precisa “ordenhar” o leite, espremer a mama de um jeito a fazer o alimento sair, o que não acontece no uso da mamadeira, já preparada para escoá-lo. Pior quando a mãe faz um furo maior no bico da mamadeira para facilitar a saída do leite. Os bebês sempre preferem a mamadeira porque é mais fácil sugar o leite dela, mas isso evita o esforço físico necessário, inclusive, para o desenvolvimento de uma boa mastigação.
Sem açúcar e com afeto – Outro grande benefício da amamentação para a saúde bucal da criança vem da própria natureza do leite materno, que é isento de conteúdos cariogênicos, como açúcar, mel, glucose e maltose. Isso é importante para a erupção dos dentes de leite, que surgirão íntegros, e, se a higiene bucal da criança for feita da forma adequada, assim serão mantidos. O cirurgião-dentista é o profissional indicado para orientar sobre a correta higiene bucal de acordo com a faixa etária da criança, e deve ser consultado periodicamente.
Mas para ir ao consultório dentário não é preciso ter dentes – basta ter responsáveis preocupados e bem informados quanto à importância da saúde bucal para o bebê. A primeira consulta odontológica de uma criança deve acontecer antes do nascimento do primeiro dente, para que os pais sejam orientados sobre higienização, alimentação e como proceder quando os dentinhos surgirem, podendo incomodar o bebê. A ABO aconselha que seja desenvolvido o hábito de levar a criança ao cirurgião-dentista assim como já é comum levá-la ao pediatra.
Odontologia, ciência feminina – A relevância do papel da mulher no cuidado com a saúde bucal não se limita às que são mãe. Em 25 dos 27 Estados brasileiros (as exceções são Santa Catarina e Acre), as mulheres já são maioria entre os cirurgiões-dentistas. Os dados são da pesquisa Perfil Atual e Tendências do Cirurgião-dentista Brasileiro, promovida pelo Observatório de Recursos Humanos em Odontologia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo em parceria com o Departamento de Gestão da Educação na Saúde do Ministério da Saúde e a Organização Pan-americana de Saúde. O trabalho, que contou com o apoio da ABO, tem à sua frente três cirurgiãs-dentistas: Maria Celeste Morita, Ana Estela Haddad e Maria Ercília de Araújo.
A conquista da maioria feminina na Odontologia (56,3%) foi gradativa: há 40 anos, a profissão poderia ser considerada eminentemente masculina, já que 90% dos profissionais eram homens. Ainda no final da década de 90, a maioria dos cirurgiões-dentistas era formada por homens. Para a cirurgiã-dentista Márcia Vasconcelos, consultora da ABO em Odontopediatria e professora de cursos de educação continuada da entidade em Pernambuco, a forte presença feminina no mercado de trabalho é consequência de outra conquista: a de mais espaço no ensino superior. “Cada vez mais as mulheres ocupam diversos espaços na sociedade, muitas vezes sem abrir mão da maternidade e das funções tradicionalmente relacionadas ao gênero feminino, como os cuidados com o lar”, diz Márcia, que é casada com um colega de profissão e concilia sua rotina de cirurgiã-dentista e professora com os cuidados com os filhos e a casa.
Os dados são da pesquisa Perfil Atual e Tendências do Cirurgião-dentista Brasileiro, promovida pelo Observatório de Recursos Humanos em Odontologia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo em parceria com o Departamento de Gestão da Educação na Saúde do Ministério da Saúde e a Organização Pan-americana de Saúde. O trabalho, que contou com o apoio da ABO, tem à sua frente três cirurgiãs-dentistas: Maria Celeste Morita, Ana Estela Haddad e Maria Ercília de Araújo.
A conquista da maioria feminina na Odontologia (56,3%) foi gradativa: há 40 anos, a profissão poderia ser considerada eminentemente masculina, já que 90% dos profissionais eram homens. Ainda no final da década de 90, a maioria dos cirurgiões-dentistas era formada por homens. Para a cirurgiã-dentista Márcia Vasconcelos, consultora da ABO em Odontopediatria e professora de cursos de educação continuada da entidade em Pernambuco, a forte presença feminina no mercado de trabalho é consequência de outra conquista: a de mais espaço no ensino superior. “Cada vez mais as mulheres ocupam diversos espaços na sociedade, muitas vezes sem abrir mão da maternidade e das funções tradicionalmente relacionadas ao gênero feminino, como os cuidados com o lar”, diz Márcia, que é casada com um colega de profissão e concilia sua rotina de cirurgiã-dentista e professora com os cuidados com os filhos e a casa. O que é a ABO – Entidade sem fins lucrativos dedicada à defesa da classe odontológica e da saúde bucal da população, a Associação Brasileira de Odontologia (ABO Nacional) congrega 321 células em todo o País, sendo 27 Seções (em todos os Estados brasileiros e no Distrito Federal) e 294 Regionais, com 85 Escolas de Educação Continuada e 1.500 consultórios odontológicos instalados. Nestes espaços, são oferecidos atendimentos à população, gratuitos ou a preços de custo de materiais.
A entidade realiza cerca de 10 congressos por ano, em vários Estados brasileiros, reunindo mais de 50 mil participantes nestes eventos. É, também, a maior associação da Federação Dentária Internacional (FDI) - presidida pelo brasileiro Roberto Vianna. Neste ano, o Brasil – através da ABO – sedia o Congresso da FDI, a realizar-se em setembro em Salvador (BA).
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