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Descobertas tumbas de CDs no Egito

A prática da Odontologia pode ser bem mais antiga do que se imagina. Três tumbas de cirurgiões-dentistas da época faraônica foram encontradas por arqueólogos no Egito, em área localizada a cerca de 25 quilômetros a Sudoeste do Cairo, capital do país, e bem próxima a Menfis, a capital na Antiguidade. A descoberta foi anunciada pelo Conselho Supremo de Antiguidades (CSA), que também informou que as sepulturas foram achadas em escavações feitas no local monumental de Sakkara e que datariam do Império Antigo (2575-2150 a.C.).

Uma das tumbas, pertencente ao chefe dos cirurgiões-dentistas do faraó, chamado E e Mery, tem uma entrada que leva a um salão retangular, parecida com um corredor, e que contém duas pequenas antecâmaras com cenas da vida cotidiana esculpidas em suas paredes.

No solo de uma das antecâma­ras, há um duto que leva ao poço das oferendas, que tem, ainda, duas aberturas; uma delas é uma porta fictícia, enquanto a outra conduz à câmara funerária.

Entre as cenas esculpidas dentro do túmulo, destaca-se a que representa um crocodilo e uma serpente devorando as pernas de uma pessoa, o que no Império Antigo se fazia para afugentar os saquea­dores de tumbas. Além disso, a segunda sepultura, que pertenceu ao cirurgião-dentista Ka m Su, tem em seu interior os vestígios de uma estátua dele com seu filho. Na última tumba, pertencente ao CD Resem, foi encontrado um altar de oferendas e uma porta fictícia com as imagens esculpidas dele com sua filha.

 

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