SERVIÇOS
Como atrair pacientes nas férias
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O período entre dezembro e fevereiro é caracterizado pela queda do movimento no consultório. Para tornar o cenário ainda mais aflitivo, a redução no fluxo de pacientes coincide com o pagamento de uma série de impostos no começo do ano, o que provoca um baque maior nas finanças da clínica. Porém, há formas de atrair pacientes nesta época, otimizar a agenda, reduzindo a ociosidade, e aprimorar o serviço.
Para o cirurgião-dentista Alexandre Martinelli, o verão é um período indicado para angariar novos pacientes que precisam de atendimento de emergência e acabam virando clientes fiéis. Também é uma época preferida por pessoas muito ocupadas para fazer tratamentos ou cirurgias que demandam um pós-operatório ou o uso de prótese provisória que limita o convívio soci al por algum tempo. “Não existe uma regra para todos, o que deve ser avaliado é o tipo da clientela atendida”, observa o cirurgião-dentista. |
Já o cirurgião-dentista Augusto Davini acredita que estudantes que trabalham e não tiram férias coletivas e os pacientes que moram distante do consultório também podem ter interesse em um atendimento diferenciado no final e começo de ano. “Mostre aos pacientes a vantagem de ser atendido nas férias, quando há mais tempo para os tratamentos, principalmente os mais complexos, inclusive para realização de exames complementares, e o trânsito está menos congestionado, por exemplo”, explica.
Davini também sugere a realização de campanhas de prevenção em saúde bucal na comunidade para despertar o interesse da população para esse serviço e também a distribuição de material de divulgação via mala-direta para ex-pacientes. No entanto, ele ressalva que todo o trabalho de conscientização, divulgação e captação de pacientes deve ser realizado durante o ano inteiro. “Não adianta fazer só em dezembro porque o resultado não aparece em curto prazo”, explica.
Treinamento
Para Martinelli, o período tradicionalmente devotado pelos pacientes às férias pode ser aproveitado pelo cirurgião-dentista para avaliar o ano que passou e se preparar para o próximo exercício. Uma dica é utilizar o tempo ocioso para treinar melhor o pessoal de apoio, realizar algum curso ou reformar o consultório. Outra dica é fazer relatórios das consultas e tratamentos realizados e, com base na planilha, chamar os casos terminados para uma revisão, os interrompidos para a continuidade ou dar início a novos tratamentos. “O que não pode é fechar o consultório e sumir do mapa”, comenta Martinelli.
O mês seguinte
Pode ser que o cirurgião-dentista resolva também sair de férias no período para curtir a família. No entanto, esta saída deve ser muito bem planejada para não causar problemas financeiros nos meses posteriores.
A primeira dica de Alexandre Martinelli nestes casos é não dar férias simultâneas para s secretária. “Os pacientes vão ligar e alguém tem que atender o telefone, avisar sobre o período de ausência e agendar as consultas quando o CD estiver de volta”, aconselha.
Evitar períodos muito longos de férias é outra dica de Martinelli. No máximo 20 dias corridos e, se possível com um feriado no meio, para minimizar a perda de dias úteis. Se optar pelas férias, o ideal, na opinião dele, é delegar eventuais emergências a um colega de confiança, que deve atendê-las no próprio consultório do cirurgião-dentista ausente. Ou então contar com um pronto-socorro odontológico na retaguarda para atender os pacientes.
Davini, por sua vez, prefere tirar uma semana de férias a cada trimestre durante o ano. Assim, explica ele, é possível descansar e recuperar a energia para mais três meses de trabalho. A pausa também pode ser aproveitada para cuidar de assuntos particulares.
Mas mesmo com estes cuidados, Martinelli afirma que a queda no faturamento é inevitável no período tradicionalmente creditado às férias. Por isso é necessário manter uma reserva financeira para não se endividar. “Caso não seja possível, o ideal é trabalhar mesmo”, reconhece o cirurgião-dentista.
Fornecedores
A queda no faturamento do consultório no final e começo de ano coincide com o pagamento de uma série de encargos e impostos (13° salário, IPTU, IPVA e outros). Para reduzir o impacto nas finanças, Davini recomenda aos colegas negociar com os fornecedores melhores condições de pagamento.
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