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No ano passado, após o projeto de lei que torna obrigatória a presença do cirurgião-dentista nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) ser proposto na Câmara dos Deputados e apresentado pela ABO à Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), a entidade médica manifestou irrestrito apoio à causa. Do encontro nasceu o Departamento Amib-ABO, comum às duas entidades e presidido pela CD Teresa Marcia Nascimento de Moraes, com o objetivo de unir forças pela aprovação do projeto e conscientizar profissionais das duas áreas sobre a importância deste atendimento. A seguir, o presidente da Amib, o médico Álvaro Réa-Neto fala ao JABO sobre a participação do CD no trabalho em UTIs e sobre a parceria com a ABO
Antonela Tescarollo |
JABO - Qual a importância da inclusão do cirurgião-dentista nas UTIs?
Álvaro Réa-Neto - Na UTI, há procedimentos específicos da Odontologia, que, além de evitar o agravamento do indivíduo, podem diminuir o tempo de internação e baixar, consideravelmente, o número de microorganismos presentes na boca, reduzindo o risco de infecções, como pneumonia, e propiciando também mais conforto para o paciente.
JABO - Como o sr. vê a parceria entre Amib e ABO na luta pela saúde dos pacientes internados em UTIs?
ARN - A intenção da Amib é que cada departamento seu tenha uma sólida relação com a sociedade mãe de cada especialidade. Na Odontologia não poderia ser diferente. O apoio da ABO é fundamental para disseminarmos informações sobre a importância do cirurgião-dentista na terapia intensiva, porque existe, até por parte dos profissionais de saúde, um desconhecimento sobre como a ausência de cuidados bucais adequados, por exemplo, pode causar um péssimo impacto na saúde do paciente crítico. Essa parceria, certamente, trará benefícios para todos os envolvidos.
JABO - Qual encaminhamento o sr. espera que tenha o Projeto de Lei 2776/2008?
ARN - O projeto de lei que estabelece como obrigatória a presença do cirurgião-dentista nas equipes multiprofissionais das Unidades de Terapia Intensiva é uma iniciativa que, certamente, vai propiciar mais controle da atividade, promovendo mais benefícios para a categoria e para os pacientes, pois sabemos que, realmente, há uma relação direta entre a condição bucal e a sua saúde.
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