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ABO leva dados ao MEC: número de CDs cresce 82% em 10 anos
Representantes da entidade reuniram-se com o ministro da Educação, Fernando Haddad, para reivindicar o fechamento das faculdades precárias e diminuição de vagas na graduação. O ministro garantiu que os cursos serão fiscalizados para que sejam tomadas providências

Norberto Lubiana (pres. ABO), M. Paula Dallari Bucci (secretária de Ensino Superior do MEC) e Fernando Haddad (min. da Educação), em Brasília

A ABO Nacional tem dado importantes passos na luta pela melhora da formação do cirurgião-dentista brasileiro, reivindicando o fechamento das faculdades de Odontologia precárias e a diminuição de vagas nos cursos de graduação. Depois de ter divulgado, em reunião com deputados e senadores em Brasília (DF), a Carta Aberta da Associação Brasileira de Odontologia, em que defende medidas essenciais ao ideal de saúde bucal para todos, dirigentes da entidade foram recebidos pelo ministro da Educação (MEC), Fer­nando Haddad, no último dia 6 de abril, em Brasília (DF).

A entidade entregou a carta ao ministro, apresentou dados que mostram a atual situação das faculdades e da profissão e pediu que o Ministério se posicione a respeito e busque melhorar a qualidade do ensino, fechando os cursos com desempenho ruim e exigindo a diminuição de vagas nas que tiraram notas médias nas avaliações do governo. A ABO ainda colocou que tais medidas melhorariam, inclusive, o mercado de trabalho para os cirurgiões-dentistas.

Na ocasião, Fernando Haddad garantiu que ainda neste ano os cursos com conceito baixo serão fiscalizados, para que sejam tomadas providências. Haddad disse também que o Conselho Federal de Odontologia (CFO) pode contribuir com o processo apresentando seu parecer, o que permitirá, inclusive, confrontar as avaliações do MEC, visando um resultado livre de influências.

"Já falamos com o presidente do CFO e esperamos sua ação efetiva. A ABO também vai participar deste processo", disse Norberto Lubiana, presidente da entidade. Além de Lubiana, os outros representantes da ABO que participaram da reunião foram Luiz Roberto Craveiro Campos, vice-presidente, Paulo Murilo da Fontoura, presidente do Conselho Deliberativo Nacional (CDN) e da ABO/RJ, Wesley Borba Toledo, presidente da ABO/DF, e Inácio da Silva Rocha, coordenador da UniABO - Escola de Educação Continuada.

Denuncie irregularidades

Além das ações junto ao governo que vem sendo realizadas para melhorar a qualidade do ensino em Odontologia, a ABO também quer ouvir os profissionais e estudantes, para levar suas reclamações e experiências aos responsáveis e intensificar a luta para mudar esta realidade. Assim, a entidade está incentivando a denunciar, através do Portal ABO (www.abo. org.br), as irregularidades observadas nos cursos de graduação. "É preciso que todos os colegas denunciem. A mudança depende da ação de cada um de nós", completa Lubiana.


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