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SAÚDE BUCAL
Mais por menos
Avaliação do risco, diagnóstico precoce e tratamento conservador são os pilares básicos da chamada Mínima Intervenção, corrente odontológica que conquista cada vez mais simpatizantes
Os conceitos mais modernos relacionados à Odontologia e, especificamente, ao diagnóstico, tratamento e prevenção da cárie correspondem em muitos pontos a um conjunto de preceitos chamado Mínima Intervenção (MI), que vem sendo adotado pela Odontologia brasileira, mas que pode ser aplicado em qualquer área da saúde. Vista por seus adeptos como uma filosofia de atendimento ao paciente, a Mínima Intervenção fundamenta-se em três pilares principais: avaliação do risco; detecção precoce da doença e tratamento minimamente invasivo.
Na Odontologia, o conceito trata basicamente da prevenção e do diagnóstico precoce da doença e da escolha por tratamentos teciduais mais conservadores, com o objetivo de minimizar a perda da estrutura dental. Além disso, a Odontologia de MI busca diminuir o desconforto do paciente durante a consulta e procedimentos, estimulando-o, por meio de informação e motivação, a também ser responsável pelo cuidado e preservação de sua saúde bucal.

CD Soraya Coelho Leal |
Embora esse conceito englobe diferentes aspectos do tratamento e atendimento odontológico, a cirurgiã-dentista Soraya Coelho Leal, estudiosa e entusiasta da Odontologia de MI e ainda especialista em Odontopediatria e doutora em Ciências da Saúde, diz que o enfoque maior dessa filosofia é a doença e suas causas e não o tratamento restaurador em si. "É indiscutível que o tratamento restaurador por si só não cura a doença, mas apenas repara suas seqüelas."
Soraya completa que, de acordo com a Odontologia de MI, o diagnóstico deve ser feito após a avaliação da história passada e presente do paciente em relação à doença e do risco que ele tem em apresentá-la novamente no futuro. Este procedimento deve ser feito de maneira pouco invasiva. |
Em seguida ao diagnóstico, a doença deve ser paralisada, seja através da remineralização de lesões iniciais e monitoramento das controladas, ou com a restauração das lesões cavitadas que têm necessidade de tratamento restaurador. Depois disso, então, viria o restabelecimento completo da forma e da função perdidas, que também deve ser feito da maneira menos invasiva.
Assim, a profissional considera que a maior vantagem da Odontologia de Mínima Intervenção é ter como objetivo principal e primeiro a paralisação da doença. A diminuição da ansiedade e do medo do paciente é considerada uma vantagem adicional do procedimento.
Ampla aplicação
Por ser uma filosofia de atendimento, a Mínima Intervenção pode ser empregada em todas as áreas da Saúde e, conseqüentemente, em todas as especialidades da Odontologia, da Odontopediatria até a Prótese Dentária. Sendo assim, a MI deve ser utilizada não somente em lesões incipientes. No caso da perda de um elemento dental unitário, por exemplo, a escolha do profissional por um implante - ao invés de uma prótese fixa -, para preservar os dentes vizinhos, está de acordo com os preceitos da Mínima Intervenção.
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