EDITORIAL
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Pesquisa e tecnologia brasileiras
A ABO Nacional, com sua Rede de 320 células instaladas em todo o País, é responsável por importante parcela da disseminação de conhecimento entre os cirurgiões-dentistas brasileiros. Apenas no ano de 2006, mais de 50 mil profissionais participaram dos eventos científicos que compõem o calendário oficial de congressos da entidade. Em 2007, serão 10 grandes congressos, além das inúmeras jornadas, simpósios e encontros científicos promovidos nas Seções e Regionais da ABO. Soma-se a estas iniciativas a publicação de pesquisas nos jornais, revistas e sites de toda a Rede, o que permite o acesso de informação científica de qualidade para o CD. |
Compartilhar o máximo de dados, de resultados de estudos e de tecnologias desenvolvidas nacionalmente é um dos caminhos para promover a Odontologia nacional. É o que a ABO vem fazendo dentro do projeto da Revista ABO Nacional, que é divulgar conhecimento científico e contribuir à difusão da produção dos pesquisadores brasileiros, seja por meio da publicação de artigos técnicos ou de reportagens especiais, como a desta edição, que trata de uma revolução silenciosa que vem sendo feita por jovens cirurgiões-dentistas engenheiros.
Com um mercado mundial de mais de US$ 40 bilhões em 2005, os biomateriais mostram a importância desse nicho no desenvolvimento de produtos que tragam melhores soluções clínicas. A Odontologia brasileira vem, pouco a pouco, dominando essa tecnologia graças a pesquisas desenvolvidas em áreas antes dedicadas exclusivamente às Ciências Exatas. Entre 1998 e 2006, mais de 40 dissertações de mestrado e três teses de doutorado foram defendidas por alunos com formação em Odontologia, no Programa de Engenharia Metalúrgica e de Materiais (PEMM) e, desde 2000, por ano, entram 10 novos alunos no curso, havendo atualmente cerca de 20 dissertações de mestrado e nove teses de doutorado em andamento.
Entre as linhas de pesquisa do PEMM, as duas mais promissoras são as que envolvem cerâmicas dentais e restaurações com resinas compostas, além do projeto da "boca biônica", que busca reproduzir as condições do meio bucal e os movimentos de mastigação para testar a resistência ao desgaste dos materiais dentários em condições bastante próximas da realidade in vivo .
Desejamos sucesso a estes jovens pesquisadores que poderão, no futuro, colocar a indústria brasileira de biomateriais no mesmo patamar dos demais países contribuindo para melhorar ainda mais o posicionamento da nossa Odontologia em nível mundial.
Desejamos uma boa leitura a todos.
Norberto Francisco Lubiana
Presidente da ABO Nacional
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