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Aparelho nos dentes e sorriso nos lábios
Alda Affonso Alves tem 71 anos, dois netos e um aparelho ortopédico funcional móvel em uso há pouco mais de um ano. “Eu não liguei a mínima para isso”, afirma categórica quando questionada se ela alguma vez pensou, ou se alguém já disse a ela que aparelho era coisa de adolescente. “Tem que tratar dos dentes, em qualquer idade. Mesmo se eu tivesse 80 anos eu faria”, completa.
Há cerca de dois anos, Alda conta que seus dentes incisivos inferiores começaram a se separar, enquanto os de cima começaram a ir para frente, sendo que um deles estava aparecendo para fora da boca, mesmo sem ela sorrir. “Eu comecei a ficar preocupada com este dente, isso estava me incomodando demais. Além disso, doía, e a dor passava para a cabeça.”
Foi aí que outro cirurgião-dentista indicou a ela o ortodontista e ortopedista Humberto Soliva, que explica que a paciente estava com sobrecarga nos incisivos inferiores, que, assim, vestibularizaram e projetaram os superiores. Alda, que já tinha usado aparelho há cerca de 20 anos, também estava com perda de estrutura óssea acentuada e havia perdido alguns elementos dentários. No início do tratamento foi reduzida a inclinação dos inferiores e atualmente o CD está trabalhando para nivelar os superiores, para, logo em seguida, começar a reabilitação oral da paciente com outro profissional.
Mesmo sem o tratamento ter chegado ao fim, Alda já comemora os resultados e não se importa com as pequenas dores que sente de vez em quando. “Eu estou feliz da vida, a mudança já é enorme. Eu não tenho muitas fotos em que estou sorrindo, vivia fechando a boca. Agora vou ter mais”. |