A N Á L I S E S E T O R I A L
Coadjuvantes do tratamento dentário

Produção, implantes e componentes protéticos
da Exopro (Bauru-SP) |
Assim, se completam os desafios que se impõem às empresas de equipamentos e produtos odontológicos, para que, além de lucro, tenham reconhecimento e vida longa no mercado. “Sob a ótica da indústria, não podemos esquecer que somos coadjuvantes no tratamento odontológico. Temos que observar o desenvolvimento das técnicas, identificar pontos de ganho de produtividade, observar as mudanças na sociedade e oferecer equipamentos de qualidade, produzidos sem agredir o meio ambiente, e comercializados com ética e a preços adequados”, conclui José Miranda, da Dabi Atlante.
A indústria não vê apenas desafios, mas também oportunidades no Brasil, no potencial do seu mercado e no crescimento da sua economia. “O mercado em que atuamos, o de implantes, é o que mais cresce na Odontologia brasileira e a tendência é continuar crescendo. Ele envolve cerca de 25 mil profissionais e a indústria equivale a aproximadamente R$ 300 milhões, inserida em uma cadeia de fornecimento para pacientes estimada em R$ 700 milhões”, afirma Giannini. |
Além disso, acredita-se que o País sairá da atual crise econômica mundial sem ser muito prejudicado. “Os economistas pregam que o Brasil deverá recuperar a rota de crescimento no último trimestre deste ano. Isto é o que todos nós esperamos e estamos preparados para acompanhar a retomada”, diz otimista Barbosa, da Gnatus. Além disso, as exportações brasileiras também não foram muito afetadas pela crise, já que um dos seus principais mercados são os demais países da América Latina, região menos atingida pela recessão econômica.
Mas há também problemas e, assim como as entidades que as representam, as empresas fabricantes de equipamentos e artigos em Odontologia também reclamam da lenta burocracia que dificulta o processo de aprovação de registro de produtos e de certificados de Boas Práticas de Fabricação, fornecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Com isso sofremos impacto na área econômica, investimos em um produto que não pode ser comercializado enquanto aguarda o registro. Desta forma, perdemos competitividade e ficamos expostos à entrada de produtos importados”, explica Barbosa. Ele conta ainda que é possível esperar até mais de um ano por esta aprovação.
Brasil, gigante da higiene bucal

João Marcos Branco,
da Oral-B |
Na área de higiene bucal, o Brasil é o segundo maior mercado, com 9% dos US$ 31 bilhões movimentados pelo setor, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). Para o gerente de Marketing da Oral-B, João Marcos Branco, tal posição se deve à “crescente importância que o brasileiro dá à saúde bucal” – observada, segundo Branco, em pesquisas recentes da Procter & Gamble, que detém 21% do mercado de higiene bucal do mundo e acaba de lançar no Brasil o primeiro dentifrício da marca Oral-B.
Antes do lançamento nos Estados Unidos, em 2006, o produto foi assunto de 12 anos de pesquisa e mais de 30 estudos científicos, e consumiu US$ 100 milhões em marketing. Ao chegar ao Brasil, todo o caminho até o lançamento foi refeito, com 15 novas pesquisas de mercado que ouviram 5.200 consumidores, observando desde os hábitos de escovação dos brasileiros até sua preferência por sabores. A embalagem também foi submetida à aprovação dos consumidores. É o mercado atento à importância que o brasileiro dá à saúde bucal. |
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